Saúde

Período de chuva aumenta casos de picadas de escorpião em Alagoas

Bigode: Hospital de Rio Largo registrou 93 atendimentos em dois meses; crianças e idosos estão entre os mais vulneráveis

Por 7Segundos, Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão 11/05/2026 14h02
Período de chuva aumenta casos de picadas de escorpião em Alagoas
O acúmulo de água e a umidade excessiva fazem com que esses animais busquem locais secos - Foto: Pedro Júnior/ Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Com a chegada do período chuvoso em Alagoas, aumentaram os casos de acidentes envolvendo escorpiões. O alerta foi feito pela enfermeira Aline Chaves, do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, localizado em Rio Largo.

Segundo a profissional, o excesso de umidade faz com que os escorpiões saiam de esconderijos naturais, como galerias, entulhos, terrenos baldios e redes de esgoto, em busca de locais secos, aumentando o risco de aparecimento dentro das residências.

“Essa movimentação favorece a entrada desses animais em casas com frestas, ralos desprotegidos, acúmulo de lixo e vegetação alta”, explicou Aline Chaves.

De março até abril, o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão registrou 93 atendimentos relacionados a picadas de escorpião. Entre os pacientes estavam uma criança de 3 anos e um idoso de 91 anos.

A enfermeira destacou que crianças e idosos fazem parte do grupo mais vulnerável, já que podem evoluir rapidamente para quadros mais graves.

Entre as orientações para evitar acidentes estão manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulho e lixo, vedar frestas em portas e paredes, proteger ralos e sacudir roupas e calçados antes do uso.

Ela também orienta que a população utilize luvas ao manusear materiais de construção, jardinagem ou objetos guardados por longos períodos. “Ao identificar escorpiões, é importante acionar a vigilância ambiental do município. O controle desses animais depende diretamente de ações sanitárias contínuas”, ressaltou.

Em caso de picada, os sintomas mais comuns incluem dor intensa, vermelhidão, inchaço, suor excessivo, náuseas e vômitos. Em situações mais graves, podem ocorrer alterações cardíacas e respiratórias.

A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar medidas caseiras, como cortes, perfurações, torniquetes ou aplicação de substâncias no local da picada.