Polícia

'O sonho foi cortado', diz pai de jogador morto durante partida em Maceió

Micael Leandro estava de férias em Maceió e foi baleado no sábado (1º)

Por Maurício Silva 03/08/2026 07h07 - Atualizado em 03/08/2026 08h08
'O sonho foi cortado', diz pai de jogador morto durante partida em Maceió
Família de jovem pede por Justiça - Foto: Reprodução

Os familiares do jogador da base do São Paulo, Micael Leandro, clamam por Justiça. O adolescente estava de férias e foi baleado no sábado (1º) durante um torneio amador no bairro Pontal da Barra, em Maceió. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu ainda no mesmo dia.

O pai, Marcos Antônio Leandro, concedeu entrevista nesta segunda-feira (3) à TV Pajuçara, onde falou emocionado. “Ele era brincalhão, amigo de todo mundo, todo mundo gostava dele, era um filho querido, tanto pelo pai, pela mãe, pelos irmãos, pelos vizinhos e pelos amigos que o viram crescer”, relatou.

Marcos Antônio Leandro lamentou muito a morte do filho. “O meu filho todo mundo dizia que ia ser uma promessa do futebol. E hoje eu vejo o sonho de toda a família, dos amigos, dos próximos dele, que sabiam que ele ia prosseguir na vida como profissional de futebol, cortado por duas pessoas que ele não conhecia — nenhum deles conhecia — e chegar na beira de um campo de futebol, que só tinha adolescentes, que só queriam jogar bola e atirarem no meio sem saber quem é quem e tirar a vida do meu filho como tiraram. E ontem me despedi do meu filho com muita tristeza e ódio no coração porque a gente vive num estado que quem manda são as facções”, criticou.

“A nossa Justiça é lenta. Porque quem promove um campeonato desse, um torneio desse, gente, tem que ter segurança. Principalmente num lugar desses, que é um lugar de risco, onde o tráfico rola ali, as pessoas saem de um bairro para outro para jogar bola e chegam dois marginais daqueles e tiram a vida do adolescente, que não tem nada a ver com aquilo”, disse.

O pai ficou indignado. “A minha indignação é essa: eu só peço, eu não quero riqueza, eu não quero nada. Eu só quero que a Justiça seja mais discreta e pegue esses vagabundos que mataram meu filho. É o que eu peço porque não é fácil você ser mãe, ser pai, ver o sonho de um filho seu ser cortado na mão de um dos vagabundos desses aí. E hoje a Justiça só dá mais valor a gente desse tipo aí. Porque se fosse filho de um juiz, de um bacharel, de um coronel, de quem quer que seja, que tenha poder e dinheiro, já teriam pego esses camaradas aí”, comparou.

A família cobra por Justiça. “Hoje eu não tenho dinheiro, não tenho nada aí, sou um pai de família trabalhador, pegaram os caras que mataram meu filho aí? Não pegaram! Estão aí soltos! Se vangloriando por tirar a vida de um adolescente, menino bom, de família. E hoje estamos aqui sofrendo, pedindo primeiramente a justiça divina de Deus e que a da terra seja feita. Mas quando vai ser feita? Quanto tempo vai demorar para chegar essa Justiça?”, questionou.

Marcos Antônio Leandro quer Justiça. “A gente só tem a lamentar, pedir a Deus que a Justiça seja feita na terra e esse que fez isso com meu filho que venha a pagar. Só é o que eu peço, só é o que eu quero”, ressaltou.