Acusada de matar sargento muda versão e reafirma legítima defesa durante júri
Josefa Cícera disse que casal brincou de “roleta russa” e que atirou após discussão iniciada cerca de 35 minutos depois
A acusada de matar o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, Josefa Cícera Nunes Flores, prestou depoimento nesta quinta-feira (6), durante o júri popular realizado no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, em Maceió. Em interrogatório, ela voltou a alegar que agiu em legítima defesa, mas apresentou uma versão diferente da que havia dado anteriormente à investigação.
Segundo a ré, ela e o companheiro passaram a noite em um bar antes do crime. Josefa afirmou que Alessandro teria ficado com ciúmes após um homem, que ela disse não conhecer, apertar sua mão. Ainda de acordo com o depoimento, ela dirigiu o veículo na volta para casa e o casal discutiu durante o trajeto. Ao chegar à residência, afirmou que permaneceu no carro enquanto o sargento entrou no imóvel.
Josefa relatou que adormeceu no veículo e só acordou quando Alessandro retornou para chamá-la para entrar em casa. Questionada pelo Ministério Público sobre quem seria um “ronda” citado em seu depoimento, ela respondeu apenas que se tratava do vigilante do condomínio, mas disse não saber o nome dele.
Durante o interrogatório, a acusada afirmou que o casal chegou a brincar de “roleta russa” e que, cerca de 35 minutos depois, iniciou uma nova discussão. Segundo ela, foi nesse momento que efetuou o disparo em legítima defesa.
A versão, no entanto, difere da apresentada anteriormente durante as investigações. Em depoimentos anteriores, Josefa havia afirmado que a discussão e a suposta brincadeira de “roleta russa” ocorreram no mesmo momento e que o tiro foi disparado durante uma luta corporal.
O Ministério Público também questionou a versão da acusada ao destacar que a arma utilizada no crime foi uma pistola, armamento que, segundo a acusação, não é compatível com a prática conhecida como “roleta russa”.
Alessandro Fábio da Silva foi morto com um disparo de arma de fogo em março de 2022, na residência do casal, no bairro Cidade Universitária. Josefa confessou ter efetuado o disparo, mas sustenta que agiu em legítima defesa. O julgamento segue em andamento.

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