Polícia detalha operação contra grupo suspeito de ordenar execuções em AL
Polícia Civil cumpre 20 mandados em Maceió e região; dois investigados apontados como líderes estão no Rio de Janeiro
A Polícia Civil de Alagoas detalhou, nesta quarta-feira (26), as investigações que resultaram na deflagração da Operação Repulsa, contra uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV) e com atuação em Maceió e municípios da Região Metropolitana. A operação teve início nas primeiras horas desta quarta e cumpre 20 mandados expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, sendo cinco de prisão, 14 de busca e apreensão e uma medida cautelar.
Segundo o delegado Igor Diego, dois dos alvos dos mandados de prisão estão no Rio de Janeiro. Entre eles estão Rafael, conhecido como “Rafinha 99”, e um homem identificado como “B1”. Conforme as investigações, os dois seriam responsáveis por ordenar execuções em Maceió e em outras localidades.
A polícia também investiga a possível participação do grupo em dois homicídios recentes nos quais as vítimas teriam sido mortas por engano. Entre os casos está o assassinato da advogada Ana Valesca, filha de um policial civil, ocorrido no dia 18 de agosto. O jogador Micael Leandro também teria sido vítima de uma execução por engano, segundo a investigação.
Uma das prisões relacionadas à organização ocorreu na terça-feira (25), em Rio Largo. Um homem conhecido como “JBS” foi preso pelo 8º Batalhão da Polícia Militar na BR-104, nas proximidades do Conjunto Jarbas Oiticica. De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como um dos principais responsáveis pelo tráfico de drogas em Rio Largo e seria gerente de “Rafinha 99”.
Já nesta quarta-feira, outro alvo da operação foi preso. Identificado como “B2”, ele é apontado como irmão de “B1”. Segundo o delegado Igor Diego, enquanto B1 estaria no Rio de Janeiro, B2 seria responsável por comandar diretamente as atividades do grupo em Maceió.
As investigações apontaram pontos de atuação da organização em áreas do Benedito Bentes, Mocambo, Favela da Dandara e na região da praça PDA, localizada atrás do 5º Batalhão da Polícia Militar. A operação também alcançou áreas de Marechal Deodoro e Paripueira. Um dos alvos ainda não havia sido localizado em Maceió até a divulgação das informações pela Polícia Civil.
Entre as medidas cumpridas está uma cautelar contra uma mulher apontada como responsável por guardar armas e drogas para a organização. Segundo a investigação, ela exercia a função conhecida no meio criminoso como “guarda-roupa”. A Justiça determinou uma medida cautelar em vez da prisão, considerando que a investigada possui filhos menores.
Ainda conforme a polícia, a mulher já tinha ligação com o grupo antes da operação. O companheiro dela, apontado como autor de diversos homicídios na região do Benedito Bentes, morreu durante um confronto com policiais. Após a morte do companheiro, segundo as investigações, ela teria continuado envolvida nas atividades da organização criminosa.
As investigações seguem para localizar os demais alvos e identificar com mais detalhes a estrutura e a atuação do grupo. Denúncias sobre a atuação de organizações criminosas podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no telefone 181.
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