‘Vamos construir a maior rede de proteção à mulher em AL’, diz Rodrigo Cunha
Gestor também entregou o espaço onde funcionará a iniciativa, o Centro de Referência Terezinha Ramires, no Pam Salgadinho
“Nós vamos construir a maior rede de proteção da mulher em Alagoas. Esse projeto vai ser inovador e referência para outros lugares”, afirmou o prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, nesta quarta-feira (26), durante a inauguração do programa Olhar que Protege, iniciativa idealizada pelo gestor em parceria com a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marluce Caldas, para ampliar e fortalecer as políticas públicas de cuidado e proteção às mulheres na capital.
Durante a solenidade, também foi entregue o Centro de Referência Terezinha Ramires, instalado dentro do PAM Salgadinho, no Saúde da Gente Especialidades. O programa Olhar que Protege tem como objetivo ampliar e fortalecer as políticas públicas de cuidado e proteção às mulheres na capital. A proposta é fazer com que a rede municipal consiga identificar situações de risco, oferecer acolhimento e agir antes que a violência se agrave.
O espaço vai atender mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência e funciona como referência para acolhimento, acompanhamento e integração dos serviços da rede municipal. A ministra Marluce e a primeira-dama de Maceió, Millane Hora, são embaixadoras do programa e vão contribuir para a mobilização e articulação da rede.
Durante o lançamento do programa, Rodrigo Cunha reforçou que cuidar e proteger as mulheres é uma prioridade da gestão e destacou a importância de contar com uma estrutura preparada para atender quem enfrenta situações de violência.
“Proteger as mulheres é nossa prioridade, e agora Maceió conta com o Olhar que Protege. Esse é apenas o começo de um trabalho permanente. Estamos dando um passo importantíssimo para fortalecer a nossa rede de proteção, com profissionais preparados para oferecer suporte social, jurídico, psicológico e psiquiátrico. O nosso objetivo é dar segurança, proteção e, principalmente, identificar os riscos antes que a violência aconteça ou se agrave. Não basta agir depois da violência. Precisamos reconhecer os sinais, identificar os riscos e chegar antes que uma nova agressão aconteça”, afirmou o prefeito.
A primeira-dama Millane Hora, reforçou que o impacto da violência não se limita à vítima. Para ela, cuidar da mulher significa também cuidar de seus filhos, de sua família e de todo o ambiente em que ela está inserida.
“Quando uma mulher é violentada, ela não é violentada sozinha. Ela é violentada junto com a família, junto com todo o ciclo dela. Por isso, esse olhar precisa ser contínuo, precisa acolher, acompanhar e agir. Hoje Maceió tem um local preparado para dizer a essas mulheres que elas não estão sozinhas e que existe uma rede pronta para protegê-las”, disse.
A ministra Marluce Caldas ressaltou que o enfrentamento à violência precisa ir além da punição e contar com uma rede preparada para acompanhar a mulher, os filhos e a família, atuando também na prevenção e na interrupção do ciclo de violência. Para ela, o diferencial do programa está justamente em antecipar a atuação do poder público e oferecer suporte antes que a situação se agrave.
“O Olhar que Protege é um projeto de cuidado, pensado para salvar vidas, para que essas mulheres não percam a vida e para que os filhos não fiquem órfãos. Nós não estamos falando de uma política qualquer, estamos falando de vida e morte. Temos leis importantes, mas é preciso que o poder público transforme essas políticas em ação e faça com que elas cheguem a quem precisa”, pontuou.
A iniciativa reúne diferentes áreas da administração municipal e instituições parceiras, com participação da saúde, assistência social, educação, segurança, habitação e Justiça. A proposta do programa é evitar que a mulher precise procurar diversos serviços sozinha e garantir que, ao pedir ajuda, encontre uma rede preparada para acolher, acompanhar e oferecer uma resposta.
O Centro de Referência é uma homenagem a Terezinha Ramires, médica pediatra, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), ex-vereadora de Maceió e uma das principais referências na luta pelos direitos das mulheres em Alagoas.
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