Maceió

[Vídeo] Trabalhadores dos Correios realizam protesto e ameaçam greve em AL

Categoria cobra avanço nas negociações salariais e critica gestão da empresa

Por Giulianna Albuquerque com Danielle Ferro 02/09/2026 15h03 - Atualizado em 02/09/2026 15h03
[Vídeo] Trabalhadores dos Correios realizam protesto e ameaçam greve em AL
Trabalhadores dos Correios realizam protesto no Distrito Industrial - Foto: Sintect-AL

Trabalhadores dos Correios realizaram um protesto nesta quarta-feira (2), em Maceió, contra a atual gestão da empresa e em defesa de avanços nas negociações salariais. A categoria também ameaça paralisar as atividades em todo o país caso não haja acordo.

De acordo com James Magalhães, representante do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas, o ato faz parte de uma mobilização nacional contra a direção da empresa.

“Os trabalhadores dos Correios hoje, em todo o país, resolveram fazer um grande ato contra o atual presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, porque ele vem atacando os trabalhadores e fazendo uma reestruturação que, na verdade, está sendo uma destruição dos Correios, cortando direitos e atacando nosso plano de saúde”, afirmou.

James Magalhães, representante do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas - Foto: Gerson BlaBla/7Segundos


A categoria também está em campanha salarial. Segundo o sindicalista, a proposta apresentada pela empresa prevê reajuste de 0,87%, índice considerado insuficiente pelos trabalhadores.

“Estamos em plena campanha salarial e, infelizmente, eles apresentaram uma proposta miserável de 0,87%. Uma proposta ridícula, que os trabalhadores dos Correios não aceitam”, declarou.

Ainda segundo James, caso não haja avanço nas negociações, os trabalhadores devem realizar assembleias no dia 10 de setembro para decidir sobre a paralisação. A previsão, segundo ele, é de que uma eventual greve comece no dia seguinte.

“Se a empresa não recuar nos ataques, no próximo dia 10 de setembro, em todo o país, vamos fazer assembleias e, a partir do dia 11, entraremos em greve”, disse.

Possíveis impactos


Uma paralisação pode afetar serviços de postagem e entrega de encomendas. James afirmou que, caso a greve seja deflagrada, eventuais atrasos serão consequência do impasse nas negociações.

“Todos os serviços podem ser atrasados. A gente, de antemão, se a greve acontecer, pede desculpa à população, mas, em primeiro lugar, a gente precisa que a empresa dê uma melhor condição para o trabalhador para que a gente possa atender melhor a população”, afirmou.

O representante sindical também declarou que a mobilização deverá ocorrer por tempo indeterminado.

“A greve é geral por tempo indeterminado, justamente porque, quanto mais trabalhadores estiverem no movimento grevista, a gente sabe que mais rápido o governo federal poderá resolver o nosso problema”, explicou.

Sindicato cobra negociação


James também criticou a condução das negociações com a categoria. Segundo ele, representantes dos trabalhadores estão em Brasília tentando estabelecer diálogo com o governo federal e com a direção dos Correios.

“São mais de dois meses de negociação. O presidente, em nenhum momento, sentou na mesa para negociar. Só mandou o segundo escalão dos Correios para negociar com os trabalhadores e apresentou essa proposta rebaixada”, afirmou.

O sindicalista destacou ainda que a inflação do período, segundo ele, ficou acima do percentual oferecido pela empresa.

“A inflação do período foi mais de 4% e eles apresentaram 0,87%. Então, não é admissível que a direção da empresa jogue nas costas dos trabalhadores a má gestão deles”, disse.

Para James, os trabalhadores são responsáveis pela manutenção dos serviços da empresa.

“A má gestão deles não é culpa dos trabalhadores. Não é culpa desses trabalhadores. Essa empresa só está de pé graças aos trabalhadores dos Correios, que mantêm essa empresa de pé”, afirmou.

Audiência no TST


Uma nova audiência de conciliação entre os trabalhadores e os Correios está prevista para esta quinta-feira (3), no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Enquanto as negociações continuam, os serviços seguem funcionando normalmente.

Caso não haja acordo, a categoria deve se reunir em assembleias no dia 10 de setembro para deliberar sobre a greve. Se aprovada, a paralisação poderá começar no dia 11.

Até que uma eventual greve seja confirmada, os consumidores devem acompanhar as orientações oficiais dos Correios e ficar atentos aos prazos de entrega de encomendas e correspondências.

Assista a reportagem de Danielle Ferro e Gerson BlaBla: