Psicóloga alerta para sinais de sofrimento emocional que podem passar despercebidos
Especialista destaca mudanças de comportamento, isolamento e alterações no sono e na alimentação como sinais de atenção
Nem sempre uma pessoa que está passando por um momento difícil demonstra sinais visíveis de sofrimento emocional. Durante o Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, a psicóloga Lavínia Lins alerta para comportamentos que podem indicar que alguém próximo precisa de ajuda.
Segundo a especialista, é possível que uma pessoa esteja enfrentando sofrimento psíquico e, ainda assim, mantenha a rotina normalmente, sorria, trabalhe e publique momentos da vida nas redes sociais.
“Nem tudo que a gente sente é realmente transparente até um ponto de ser visto com facilidade”, explicou Lavínia. Para ela, as redes sociais também podem contribuir para uma percepção equivocada sobre como alguém realmente está, já que mostram apenas recortes da vida.
Um dos sinais que merece atenção é o isolamento. Afastar-se de amigos e diminuir a frequência das relações sociais pode indicar que algo não está bem. A psicóloga ressalta, porém, que é necessário observar mudanças no comportamento habitual de cada pessoa, já que o afastamento também pode ocorrer por situações comuns da rotina.
“Não custa a gente perguntar se você está bem e perguntar olhando nos olhos”, afirmou. Segundo ela, conversas presenciais podem ajudar a perceber mudanças que nem sempre ficam evidentes em uma mensagem pelo WhatsApp.
Além do isolamento, alterações no sono e na alimentação, dificuldade para realizar atividades habituais, medo de ir ao trabalho e dificuldade para lidar com situações que antes eram suportáveis também podem ser sinais de sofrimento emocional.
Lavínia destaca ainda que a busca por acompanhamento psicológico não precisa ocorrer apenas quando o sofrimento chega a um nível extremo. A psicoterapia, segundo ela, também pode ser um espaço de escuta e acolhimento para quem sente angústia ou percebe que precisa de apoio.
Em casos de sintomas intensos de ansiedade ou depressão que prejudicam as atividades do dia a dia, a psicóloga explica que o acompanhamento com um psiquiatra também pode ser necessário. Segundo ela, a combinação de diferentes formas de cuidado pode contribuir para o tratamento de quem está em sofrimento.
Mais do que perguntar apenas se uma pessoa está bem, a especialista reforça a importância de estar disponível para ouvir, sem julgamentos. Uma conversa atenta pode ser um primeiro passo para identificar a necessidade de ajuda e aproximar a pessoa de uma rede de apoio.
Últimas notícias
Briga entre duas mulheres dentro de academia viraliza em Maceió
Menina de 7 anos é homenageada durante voo após conquistar título no jiu-jitsu
Ataques de Janja a Rafael Tenório repercutem negativamente nas redes sociais
Com foco em Alagoas, marqueteiro causa estresse na campanha de Raquel Lyra em PE
Óleo na pista provoca série de acidentes em Arapiraca
Nivaldo Albuquerque recebe forte apoio político em São Luís do Quitunde
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
