Polícia

Mário Frias critica operação e diz que emenda de R$ 2 milhões é regular

Alvo da ação, ele afirmou que a emenda de R$ 2 milhões citada na investigação foi destinada a projetos esportivos e de letramento digital

Por 7Segundos, com O Globo 10/09/2026 19h07 - Atualizado em 10/09/2026 19h07
Mário Frias critica operação e diz que emenda de R$ 2 milhões é regular
Mário Frias - Foto: Reprodução

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) usou as redes sociais para criticar a operação relacionada ao financiamento do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Alvo da ação, ele afirmou que a emenda de R$ 2 milhões citada na investigação foi destinada a projetos esportivos e de letramento digital. “Emenda pública, registrada, transparente e que qualquer um pode consultar no Portal da Transparência”, afirmou o parlamentar.

A Polícia Federal, porém, diz ter encontrado indícios de que documentos relacionados a contratos financiados com recursos de emendas parlamentares teriam sido produzidos posteriormente para dar “aparência de regularidade” a contratações que já haviam sido realizadas.

Para a PF, os elementos indicam uma possível tentativa de reconstruir posteriormente a documentação das operações. “Tais circunstâncias indicam possível produção extemporânea de documentos, retrodatação de arquivos e criação artificial de justificativas destinadas a neutralizar os questionamentos surgidos no curso das investigações”, registra o documento.

Além disso, o parlamentar afirmou que os advogados que o representam não tiveram acesso ao inquérito, o que, segundo ele, a defesa tenta obter “há meses”. “Como pode se defender de algo sem ler? A gente descobre o que estão dizendo pelo jornal, no mesmo dia que sua porta é arrombada”, relatou.

Frias também afirmou que a emendas parlamentar "não é dinheiro que passa pela mão do deputado". "Ela vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova previamente um plano de trabalho e fiscaliza a prestação de contas. Se há alguma nota que a CGU quer verificar, isso se resolve com documentação, não com uma operação em ano de eleição", afirmou.