Polícia

Suspeito de feminicídio teria colocado faca na mão da vítima para alegar legítima defesa

egundo a delegada responsável pelo caso, Carlos Keuvilin teria tentado alterar a cena do crime para alegar que matou Cristiane Pereira dos Santos em legítima defesa

Por Gabrielly Farias 17/09/2026 15h03 - Atualizado em 17/09/2026 15h03
Suspeito de feminicídio teria colocado faca na mão da vítima para alegar legítima defesa
Polícia Civil investiga feminicídio ocorrido dentro de residência em Rio Largo - Foto: Reprodução

Carlos Keuvilin, preso suspeito de matar a própria companheira, Cristiane Pereira dos Santos, em Rio Largo, teria tentado alterar a cena do crime para simular uma situação de legítima defesa. Segundo a Polícia Civil, uma segunda faca teria sido colocada na mão da vítima para sustentar a versão de que ela teria tentado atacá-lo.

O casal manteve um relacionamento por cerca de três anos. O feminicídio aconteceu dentro da residência onde Cristiane morava, em Rio Largo, nessa quarta-feira (16). Carlos foi localizado e preso durante a madrugada desta quinta-feira (17), na BR-101, em Japaratuba, Sergipe.

Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, a delegada Tacyane Ribeiro informou que Carlos teria confessado o crime aos policiais responsáveis pela prisão. Na delegacia, porém, ele permaneceu em silêncio durante o interrogatório. “Ele ficou em silêncio, mas havia falado para os policiais que, de fato, assassinou a companheira e alegou que ela teria se armado com uma faca e partido para cima dele, e que ele estaria apenas se defendendo”, explicou a delegada.

Ainda de acordo com Tacyane, a equipe responsável pela perícia no local encontrou indícios de que a faca que estava na mão de Cristiane poderia ter sido colocada ali posteriormente. “Quem tem lesão de defesa é a vítima, na mão esquerda. E outro ferimento é no pescoço, uma região vital”, afirmou a delegada.

A Polícia Civil informou que Carlos não possui registros anteriores por violência contra a mulher nem por outros crimes. Apesar disso, segundo a delegada, existem relatos de que ele seria uma pessoa ciumenta e possessiva.

A investigação também aponta que o suspeito teria levado o celular de Cristiane após o crime. Segundo Tacyane, familiares e outras pessoas tentavam entrar em contato com a vítima pelo WhatsApp, mas ela não respondia, embora o aplicativo mostrasse que ela estava online. “Ainda não se sabe o que aconteceu dentro da casa. Mas ele subtraiu o celular dela, ficou olhando o telefone, pois as pessoas tentavam conversar com ela no WhatsApp. Ela se encontrava com status online, mas não respondia”, relatou.

A família de Cristiane foi até a residência após estranhar a falta de resposta e encontrou a mulher morta. O imóvel teria sido deixado trancado pelo suspeito.