Deltan Dallagnol reage à suspensão de campanha pelo TSE e anuncia recurso
O pedido de suspensão ainda será analisado pelo plenário do TSE, que poderá manter ou modificar a decisão liminar
O candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) publicou um vídeo nas redes sociais na manhã deste domingo (20) após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a suspensão dos atos de campanha dele. Na gravação, o ex-deputado critica a decisão e afirma que irá recorrer.
A liminar foi concedida no sábado (19) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, após pedido da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança. A medida impede Dallagnol de realizar atos de campanha, utilizar recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além de suspender a veiculação de propaganda eleitoral no rádio e na televisão até o julgamento do recurso.
No vídeo, Dallagnol questiona a decisão e afirma que ela foi tomada de forma individual e em um processo que, segundo ele, tramita sob sigilo. O candidato também faz críticas à relação entre Floriano de Azevedo Marques e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que os dois foram colegas de faculdade e que Moraes teria apoiado a indicação de Floriano ao TSE.
Essas afirmações foram apresentadas pelo próprio candidato no vídeo. A decisão que suspendeu a campanha, por sua vez, aponta outro fundamento: o ministro Floriano entendeu que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) contrariou entendimento anterior do TSE ao deferir o registro da candidatura de Dallagnol.
O caso está relacionado à decisão de 2023 que cassou o registro de Dallagnol para deputado federal. Na ocasião, o TSE entendeu que ele havia deixado o Ministério Público Federal enquanto ainda havia procedimentos disciplinares em andamento, em uma conduta considerada pelo tribunal como fraude à legislação eleitoral.
Para as eleições de 2026, o TRE-PR havia autorizado o registro da candidatura de Dallagnol por maioria de 4 votos a 3. O tribunal considerou que o arquivamento posterior de procedimentos disciplinares poderia configurar fato novo. O ministro Floriano, porém, entendeu que esses acontecimentos não afastariam a conclusão estabelecida pelo TSE em 2023 e suspendeu os atos de campanha até a análise do recurso pelo colegiado.
Durante o vídeo publicado neste domingo, Dallagnol também afirmou que a decisão representa uma restrição ao direito de escolha dos eleitores e disse que pretende continuar recorrendo dentro das vias judiciais.
O pedido de suspensão ainda será analisado pelo plenário do TSE, que poderá manter ou modificar a decisão liminar.
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