Brasil e outras comitividas abandonam plenário da ONU na fala de Israel
Missão do Brasil na ONU deixou por completo plenário da Assembleia Geral após o anúncio do discurso do premiê israelense, junto de diversas outras comitivas
A Missão do Brasil na ONU abandonou nesta quinta-feira (24) o plenário da Assembleia Geral após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ser chamado para discursar. Comitivas de diversos países também deixaram o local.
Ao g1, uma fonte da Missão brasileira disse que o Itamaraty orientou a delegação a expressar protesto pelos bombardeios de Israel na Faixa de Gaza, iniciados em outubro de 2023 em reação ao ataque do Hamas em território israelense.
Os diplomatas brasileiros repetiram o ato de anos anteriores, também antes do discurso de Netanyahu. Desta vez, no entanto, a orientação foi esperar que Netanyahu fosse anunciado e entrasse na sala, ainda segundo a fonte da diplomacia.
Em 2024, na primeira reprimenda, a comitiva brasileira abandonou o plenário antes mesmo do anúncio, o que é visto na diplomacia como um ato de condenação mais leve. A retirada da comitiva após a presença do primeiro-ministro corresponde a uma condenação maior à Netanyahu.
Netanyahu entrou no plenário da ONU sob vaias e aplausos — capitaneados pelas comitivas dos Estados Unidos, de Israel, da Colômbia e por convidados dos governos.
Após o anúncio do primeiro-ministro israelense. Diversas comitivas abandonaram o plenário, também repetindo gestos de anos anteriores (veja no vídeo abaixo). Ficaram para o discurso de Netanyahu comitivas de países como Estados Unidos, Israel, Etiópia e Colômbia — cujo novo presidente, Abelardo de la Espriella, é aliado de Israel.
MEU DEUS! O plenário da ONU ficou VAZIO durante o discurso de Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel.
— POPTime (@poptime) September 24, 2026
Brasil foi uma das delegações que deixou o local. pic.twitter.com/EWpJrJY0f5
Em discurso em que voltou a argumentar que Israel age em defesa de sua própria existência e também do Ocidente, Netanyahu criticou países ocidentais que, segundo ele, cederam a "multidões antissemitas".
Ele também acusou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, de antissemitismo e rejeitou as acusações de genocídio contra Israel na guerra em Gaza.
"Israel não cometeu genocídio. Israel impediu um genocídio", afirmou.
O líder israelense disse, em resposta à denúncia, que Israel tomou medidas para reduzir o número de vítimas civis durante a guerra. Ele citou o envio de mensagens e panfletos para alertar moradores de áreas de combate e a vacinação contra a pólio em Gaza.
Autoridades palestinas afirmam que mais de 73 mil pessoas foram mortas na ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, lançada após terroristas do Hamas matarem cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel, em outubro de 2023.
Veja também
Últimas notícias
Pai desmaia na sala de parto durante nascimento do filho e vídeo viraliza
Polícia deflagra operação e seis mulheres são presas em Palmeira dos Índios
Incêndio atinge residência em Arapiraca enquanto moradores estavam no trabalho
Ex-jogador do CSA, Bismarck, é assassinado a tiros em bar de Natal-RN
Jovem é levado de casa por suspeitos encapuzados e morto a tiros em Rio Largo
Corpo de motorista de carreta morto em Igaci é velado sob comoção em Palmeira
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
