[Vídeo] Febre, dor de cabeça e rigidez na nuca são sinais de alerta para meningite
Médico Renee Oliveira destaca que atendimento rápido é fundamental para evitar complicações graves e reforça importância da vacinação
No Dia Mundial de Combate à Meningite, lembrado nesta segunda-feira (5), o infectologista Renee Oliveira, do Bloco I do PAM Salgadinho, em Maceió, alertou em entrevista ao 7Segundos, para os principais sintomas da doença e reforçou a importância de procurar atendimento médico rapidamente diante da suspeita.
Segundo o especialista, os sinais que mais devem chamar a atenção são febre alta, dor de cabeça intensa e rigidez na nuca. Náuseas, vômitos e o surgimento de manchas pelo corpo também podem aparecer, dependendo do agente causador da meningite. “Uma febre muito alta, geralmente próxima de 39ºC. Nós temos uma dor de cabeça muito forte e a rigidez de nuca, que é quando o pescoço fica endurecido. O paciente costuma apresentar também vômitos e náuseas”, explicou Renee Oliveira.
O médico destacou que a combinação desses sintomas deve ser encarada como um sinal de alerta e que não é recomendado esperar para observar se o quadro vai melhorar sozinho. “Suspeitou de meningite, procura uma unidade de saúde. Procure um auxílio do ponto de vista de diagnóstico de quem tem mais experiência”, orientou.
Doença pode evoluir rapidamente
De acordo com o infectologista, a rapidez no atendimento é especialmente importante nos casos de meningite bacteriana, que podem evoluir para quadros graves, deixar sequelas e até levar à morte. “Principalmente com relação às meningites bacterianas, não procurando ajuda com rapidez, principalmente com relação ao meningococo, esse problema pode caminhar até para o próprio óbito da pessoa e deixar sequelas extremamente graves”, afirmou.
Entre as possíveis consequências, ele citou problemas neurológicos e alterações que podem comprometer a qualidade de vida do paciente.
Crianças pequenas podem apresentar sintomas diferentes
Renee Oliveira também chamou atenção para os sinais em bebês e crianças pequenas, que muitas vezes não conseguem relatar o que estão sentindo.
Além da febre e dos vômitos, os responsáveis devem observar mudanças de comportamento, como irritação excessiva ou sonolência. Convulsões também podem estar relacionadas à doença. “Os bebês não têm como falar, não têm como verbalizar o que estão sentindo. Geralmente, você observa, além da presença da febre e do vômito, uma agitação. A criança pode ficar muito irritada ou também muito sonolenta”, explicou.
Adolescentes também estão entre os grupos que merecem atenção, especialmente pela maior interação e contato próximo com outras pessoas, o que pode facilitar a transmissão do meningococo. Idosos também são considerados mais vulneráveis devido à redução da resposta imunológica associada ao envelhecimento.
Vacinação é principal forma de prevenção
O infectologista reforçou ainda que a vacinação tem papel fundamental na redução dos casos graves de meningite. Segundo ele, o calendário vacinal brasileiro oferece proteção contra diferentes agentes causadores da doença.
Entre as vacinas citadas estão as que protegem contra meningococo, pneumococo, Haemophilus influenzae tipo b e tuberculose. “Nosso calendário vacinal de proteção para a meningite é muito bom, com uma cobertura muito boa e um número muito abrangente de agentes, os mais importantes”, destacou.
Renee Oliveira lembrou que a vacinação contribuiu para uma queda expressiva de casos provocados por alguns dos principais agentes da doença. “Isso é um sinal de que as vacinas funcionam. Por isso, os responsáveis, os pais, levem as suas crianças, levem os seus filhos para a vacinação, para completar o seu quadro vacinal, para dar uma proteção maior”, alertou.
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