Justiça

Serial killer de Maceió é condenado a 30 anos de prisão pela morte de Mikaele

Réu foi julgado nesta quarta-feira (7) pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, ocorrido no Vergel do Lago

Por Giulianna Albuquerque 07/10/2026 15h03 - Atualizado em 07/10/2026 16h04
Serial killer de Maceió é condenado a 30 anos de prisão pela morte de Mikaele
Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Maceió” - Foto: Ascom MP/AL

Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Maceió”, foi condenado a 30 anos de reclusão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (7), em Maceió, e teve atuação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), representado pela promotora de Justiça Adilza de Freitas.

Mikaele foi assassinada nas proximidades da Padaria do Tenório, no conjunto Joaquim Leão, no bairro Vergel do Lago, na parte baixa da capital alagoana. O crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, a promotora Adilza de Freitas apresentou aos jurados a sequência de acontecimentos que teria antecedido o assassinato. Segundo a acusação, Albino teria utilizado o perfil @guerracomanf, que tinha uma imagem do Arcanjo Miguel, para fazer uma proposta de R$ 250 a Mikaele em troca de uma relação sexual.

Ainda conforme o relato da promotora, Mikaele recusou a proposta. Após a rejeição, Albino teria ficado indignado e passado a buscar informações sobre a jovem e a persegui-la. A acusação sustentou que essa perseguição terminou com o assassinato de Mikaele.

De acordo com os autos apresentados no julgamento, Albino teria surpreendido a vítima pelas costas e cometido o crime de forma a dificultar sua defesa. Mikaele morreu ainda no local.

O Ministério Público também sustentou que Albino é um criminoso frio e calculista e que outros assassinatos atribuídos a ele teriam sido planejados previamente. Segundo a acusação, foram encontradas pastas contendo informações sobre vítimas e datas em que os crimes seriam executados.

Albino Santos foi preso em 2024 e já acumula diversas condenações por homicídios. Antes do julgamento desta quarta-feira, ele já havia recebido penas que ultrapassavam 200 anos de prisão.