Print de WhatsApp vale como prova, mas não basta sozinho, explica advogado
Criminalista Bruno Vilela orienta guardar o celular, fazer backup e registrar a conversa em cartório para evitar questionamentos
O print de uma conversa de WhatsApp pode ser usado como prova na Justiça, mas precisa atender a alguns critérios para ter validade. É o que explica o advogado criminalista Bruno Vilela. Segundo ele, a facilidade para registrar uma conversa também abre espaço para adulterações, o que levou os tribunais a estabelecer critérios para avaliar esse tipo de prova.
“Ao mesmo tempo em que a gente tem uma facilidade de acesso para tirar um print, essa facilidade também é constatada em relação à possibilidade de adulteração”, afirma.
Polícia e cidadão têm regras diferentes
De acordo com o advogado, as exigências podem variar conforme a forma como a prova é obtida e apresentada. Quando o material é coletado pela polícia, há maior rigor na documentação da cadeia de custódia, que registra o caminho percorrido pela prova, desde a apreensão do celular até a extração dos dados, incluindo informações sobre quem teve acesso ao material e os procedimentos realizados.
Quando o print é apresentado por um cidadão comum, a análise considera as circunstâncias em que a conversa foi obtida, além da autenticidade e da integridade do conteúdo. A existência de outros elementos que confirmem as informações também pode influenciar a avaliação da prova.
Dúvida concreta pode levar à perícia
Se houver indícios de que o print foi adulterado, a Justiça pode determinar uma perícia para verificar a autenticidade do material. “Se a perícia constatar que ele é autêntico, vai valer como prova. Se não for possível constatar, aí não é admissível”, explica Bruno. A análise técnica também pode ser necessária quando há questionamentos sobre a forma como a polícia coletou ou documentou o material.
Print sozinho dificilmente sustenta uma condenação
No processo penal, uma condenação exige provas suficientes para afastar dúvidas razoáveis sobre a culpa do acusado. Por isso, segundo o criminalista, um print raramente é suficiente por conta própria. “É muito importante que seja corroborado por outras provas, que haja contexto, testemunhas, depoimento de vítima”, diz.
Para ele, é preciso evitar conclusões extremas sobre esse tipo de registro. “Não dá para considerar que o print não pode ser usado em nenhuma hipótese, mas também não dá para confiar cegamente que ele vai ser suficiente”.
*Estagiário sob supervisão
Últimas notícias
Senado aprova PEC da Segurança e adia debate sobre maioridade penal
TCE-AL destaca medidas importantes para o fechamento das contas de 2026
Rafael Brito celebra aprovação do piso nacional para profissionais da educação
Homem que matou ex-companheira grávida na frente dos filhos é condenado a 46 anos
Mulher é agredida pelo companheiro e deixa casa com três filhos em Arapiraca
Esposa e filha podem estar entre vítimas de acidente com carreta em Igaci
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
