Segurança

MPAL vai acionar Corregedoria da PM para apurar prisão de porteiro em Maceió

Karla Padilha ressaltou que ainda é precipitado apresentar uma conclusão definitiva sobre o caso antes da apuração dos fatos

Por Lane Gois 17/10/2026 15h03 - Atualizado em 17/10/2026 15h03
MPAL vai acionar Corregedoria da PM para apurar prisão de porteiro em Maceió
O homem foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por perturbação do sossego alheio - Foto: Reprodução

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) vai solicitar, na próxima segunda-feira (19), providências à Corregedoria da Polícia Militar para apurar a prisão de um porteiro por policiais militares, na noite da última sexta-feira (16), no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

A informação foi divulgada neste sábado (17) pela promotora de Justiça Karla Padilha, da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial. Em vídeo, ela afirmou que o órgão tomou conhecimento do episódio por meio da imprensa e que ainda é necessário esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

Além de acionar a Corregedoria da PM, o Ministério Público informou que também vai solicitar informações à Central de Flagrantes para identificar como foi realizado o registro policial e qual crime ou contravenção foi atribuído formalmente ao porteiro.

Segundo a promotora, as medidas seguintes dependerão da análise das informações e dos esclarecimentos obtidos pelas instituições envolvidas.

Karla Padilha ressaltou que ainda é precipitado apresentar uma conclusão definitiva sobre o caso antes da apuração dos fatos.

Entenda o caso

O porteiro foi conduzido à Central de Flagrantes após uma ocorrência de perturbação do sossego, registrada na noite de sexta-feira, na Ponta Verde. De acordo com nota da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) e da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e o homem foi liberado após os procedimentos.

A Polícia Militar também informou que a Corregedoria-Geral da Corporação vai apurar a conduta dos policiais envolvidos na ocorrência.

O caso também foi objeto de manifestação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme mencionado pela promotora.