Direitos Humanos

Secretaria de Direitos Humanos de AL lamenta assassinato de mulher trans

Paolla Paullyne Freitas de Araújo foi morta a tiros em Santa Luzia do Norte

Por 7segundos, com assessoria 23/10/2026 15h03 - Atualizado em 23/10/2026 15h03
Secretaria de Direitos Humanos de AL lamenta assassinato de mulher trans
Paolla Araújo já tinha sido candidata a vereadora em 2024 - Foto: Reprodução/Instagram

A Secretaria de Estado dos Direitos Humanos de Alagoas (SEDH/AL) emitiu nesta sexta-feira (23) uma nota de pesar lamentando a morte Paolla Paullyne Freitas de Araújo, conhecida como Paolla Alencar ou Paolla Araújo, mulher trans de 34 anos, morta a tiros na noite desta quinta-feira (22), em Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió.

A Polícia Civil de Alagoas investiga o assassinato de Paolla Paullyne Freitas de Araújo. De acordo com a investigação, o crime não ocorreu durante o ato político na cidade. O corpo foi encontrado em frente ao beco conhecido como “Beco Sem Saída”, área de comercialização de entorpecentes e sob influência de uma facção criminosa.

Os investigadores apuram um possível vínculo da vítima com a organização. Moradores e lideranças políticas disseram que ela foi assassinada durante uma passeata em apoio ao presidente Lula, que percorria as ruas do município.

Confira nota na íntegra:

NOTA DE PESAR E POSICIONAMENTO

A Secretaria de Estado dos Direitos Humanos de Alagoas (SEDH/AL) recebeu com profundo pesar a notícia do assassinato de Paolla Paullyne Freitas de Araújo, conhecida como Paolla Alencar ou Paolla Araújo, mulher trans de 34 anos, morta a tiros na noite desta quinta-feira (22), em Santa Luzia do Norte, na Região Metropolitana de Maceió.

Neste momento de dor, a SEDH se solidariza com familiares, amigas, amigos e com toda a população trans e LGBTQIAPN+ alagoana, que mais uma vez é atingida pela violência.

Diante da gravidade do caso, o secretário de Estado dos Direitos Humanos, Marcelo Nascimento, encaminhou ofício à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) solicitando rigor na investigação, com atenção especial à humanização dos procedimentos e ao respeito à identidade de gênero da vítima em todas as etapas da apuração.

A SEDH reforça que casos de violência contra pessoas trans exigem uma atuação institucional atenta às suas especificidades, para que as circunstâncias e a motivação do crime sejam devidamente esclarecidas e os responsáveis, identificados e responsabilizados.

A Secretaria seguirá acompanhando o caso e permanece à disposição da família, colocando sua rede de atendimento e orientação para o que for necessário. A SEDH também continuará atuando, junto aos demais órgãos do Estado, no enfrentamento à violência contra a população LGBTQIAPN+ em Alagoas.