Polícia

Terceira suspeita de matar gata Camila Regina é identificada em Maceió

Deputado Leonam Pinheiro anunciou a identificação da mulher, irmã de uma das investigadas, que continua foragida; outro suspeito já foi preso

Por Erick Balbino 04/11/2026 08h08 - Atualizado em 04/11/2026 08h08
Terceira suspeita de matar gata Camila Regina é identificada em Maceió
Terceira suspeita de matar gata Camila Regina é identificada em Maceió - Foto: Reprodução

As investigações sobre a morte da gata comunitária Camila Regina, vítima de agressões em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió, tiveram um novo desdobramento. O deputado estadual Leonam Pinheiro anunciou, nessa terça-feira (3), a identificação de uma terceira pessoa que aparece nas imagens relacionadas ao crime. Uma das investigadas já está presa, enquanto outra continua sendo procurada pela Justiça.

Segundo o parlamentar, a mulher identificada é irmã de Patrícia, apontada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) como uma das envolvidas nas agressões contra o animal. Em vídeo publicado nas redes sociais, Leonam informou que a identificação ocorreu durante o avanço das investigações e cobrou que a suspeita ainda não localizada se apresente às autoridades.

Na gravação, o deputado afirmou que as diligências continuam e alertou Patrícia sobre a possibilidade de prisão. Ele também reforçou que os envolvidos deverão responder judicialmente pelos atos investigados.

Suspeito foi preso no interior de Alagoas

Um dos investigados, José Tarciso Tavares, foi preso na manhã de 31 de outubro, no município de Major Izidoro, no interior de Alagoas. A captura foi divulgada pelo próprio deputado Leonam Pinheiro.

De acordo com o parlamentar, o homem teria ido para a cidade na tentativa de escapar do cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça. A operação que resultou na localização do suspeito contou com uma equipe coordenada pelo delegado Caio.

Após a prisão, as buscas permaneceram concentradas na localização de Patrícia e no esclarecimento da participação de outras pessoas no episódio.

Ministério Público denunciou dois investigados

O Ministério Público de Alagoas apresentou, em 30 de outubro, denúncia contra José Tarciso e Patrícia. Na ocasião, o órgão também solicitou à Justiça a prisão preventiva dos dois.

O caso aconteceu em 29 de agosto deste ano, na Academia Bluefit, situada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. A ocorrência ganhou repercussão após a divulgação de imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento, que registraram as agressões contra Camila Regina.

A gata era considerada comunitária e recebia cuidados e alimentação de frequentadores da academia. Conforme a denúncia do MPAL, o animal foi colocado dentro de um saco plástico e sofreu uma sequência de agressões.

A investigação aponta que José Tarciso teria pisado diversas vezes sobre o corpo da gata e desferido golpes contundentes. A violência teria se prolongado por aproximadamente cinco minutos. Patrícia, por sua vez, é apontada pelo Ministério Público como a pessoa que teria ordenado as agressões.

Ainda segundo a denúncia, depois do episódio, a mulher teria saído da academia carregando o saco plástico onde estava o corpo do animal.

A promotora de Justiça Amélia Adriana de Carvalho Campelo, da 56ª Promotoria de Justiça da Capital, informou que o inquérito policial reuniu elementos que apontam para a ocorrência do crime e o envolvimento dos dois denunciados.

Academia divulgou nota de repúdio

Após a repercussão do caso, a unidade da Bluefit em Maceió divulgou uma manifestação oficial condenando as agressões contra Camila Regina. A empresa afirmou que os envolvidos foram imediatamente afastados e desligados assim que a administração tomou conhecimento da situação. Confira a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL DA ACADEMIA

A unidade da Bluefit Maceió manifesta a sua mais profunda indignação e o mais absoluto repúdio relativo ao fato recente de crueldade praticado contra a gata Camila Regina ou qualquer outro ato de maus tratos ou contra a vida animal. Atitudes desta natureza são inadmissíveis e contrariam todos os valores éticos que regem a nossa história.

A empresa rechaça os atos e reafirma que, assim que teve ciência do fato, agiu com o máximo rigor, afastando e desligando imediatamente os envolvidos. Estamos colaborando proativamente com as autoridades para a apuração dos fatos ao prestar todos os esclarecimentos que os cabem para a elucidação do caso. Reforçamos que se trata de um ato isolado, praticado por pessoas que já não fazem parte dos quadros da empresa e que não reflete, de maneira alguma, os padrões de conduta e os valores éticos e morais da Bluefit.

Permanecemos totalmente disponíveis para colaborar com as autoridades, estamos reforçando internamente a comunicação de nosso código de conduta e estamos convictos de que as devidas medidas serão rigorosamente aplicadas.