Polícia realiza mais um dia de buscas por quatro desaparecidos na Lagoa Mundaú
Área na Lagoa Mundaú foi dividida em três quadrantes; vítimas teriam sido esquartejadas e enterradas por organização criminosa
Uma força-tarefa da Polícia Civil de Alagoas (PCAL) chegou ao segundo dia de buscas, nesta quinta-feira (5), por restos mortais de quatro pessoas desaparecidas em 2026, na Ilha da Caveira, localizada na Lagoa Mundaú, em Maceió. A operação é coordenada pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas e conta com o apoio de diferentes equipes de segurança.
Segundo o delegado Ronilson Medeiros, informações repassadas à polícia indicam que as vítimas teriam sido esquartejadas e enterradas em locais distintos da ilha por integrantes de uma organização criminosa.
Para ampliar a área de investigação e facilitar a localização dos possíveis pontos de ocultação dos corpos, o terreno foi dividido em três quadrantes. Os trabalhos contam com a participação do Pelotão Aquático do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), do Corpo de Bombeiros Militar e de cães farejadores do Canil.
A Ilha da Caveira é apontada pelas autoridades como um local utilizado por criminosos para esconder corpos de vítimas de homicídios. Em janeiro deste ano, durante outra operação na região, foram encontrados os restos mortais de três pessoas.
As investigações indicam que os desaparecimentos têm relação com o tráfico de drogas na região, envolvendo tanto usuários quanto pessoas ligadas à criminalidade local.
Quem são os quatro desaparecidos
As buscas estão relacionadas ao desaparecimento de quatro pessoas:
Mychaele Santana Messias da Conceição, conhecida como Mica, de 27 anos, desaparecida em 5 de agosto, no Pontal da Barra;
Ronaldo Cortez da Silva Júnior, de 41 anos, visto pela última vez em 8 de agosto, na região do Vergel do Lago;
Eliedson Kawe Nunes de Albuquerque, de 16 anos, desaparecido em 31 de agosto, no bairro da Pajuçara;
Marcos Antônio Ramalho Gomes Pessoa, de 26 anos, desaparecido em 13 de outubro, também no Vergel do Lago.
Polícia pede ajuda da população
A Polícia Civil reforça que informações da população podem contribuir para o avanço das investigações e a localização dos desaparecidos.
Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque Denúncia, no número 181. Informações acompanhadas de localização precisa, fotografias ou vídeos também podem ajudar as equipes que atuam na operação.
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