Diário do Sertão
Prefeita de Maravilha é acusada por líder da oposição de criar funcionários fantasmas
Esquenta a disputa pela prefeitura de Maravilha, no Sertão de Alagoas, onde duas candidaturas almejam a maioria dos votos dos 8.914 eleitores.
De um lado, Antônio Jorge Rodrigues, o "Nino" (Republicano), que é ex-chefe de gabinete da prefeitura e candidato apoiado pela prefeita Conceição Albuquerque (Republicanos), que está em seu último mandato e é irmã do deputado estadual Antônio Albuquerque.
No outro lado está o professor Jamis Santana (PP), que acusa o grupo da prefeita de fechar várias escolas municipais na zona rural, mesmo tendo recebido somente neste ano de 2024, cerca de R$ 23 milhões (até o mês de julho) e no ano passado R$ 33 milhões.
O candidato, que é professor da rede estadual de ensino, denunciou o pagamento de supostos funcionários "fantasmas", que estariam inchando a folha de pagamento do município.
Em sua campanha, Jamis também tem denunciado o chamado por ele de "calote" municipal sobre a não convocação dos aprovados no concurso público, que foi realizado no ano passado para o preenchimento de diversas vagas para professores e outros cargos dos níveis fundamental e médio.
No ano passado, Maravilha ficou conhecida nacionalmente após uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, que publicou uma suposta manobra de pessoas integrantes da administração municipal que teriam conseguido fraudar a relação de matriculados no programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA), criando supostos alunos "fantasmas". A denúncia foi desmentida pela prefeitura.
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