Diário do Sertão

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Médico denuncia que prefeito contrata “voluntários” para a limpeza, com salário de até R$ 800

26/01/2026 05h05
Médico denuncia que prefeito contrata “voluntários” para a limpeza, com salário de até R$ 800

O médico Jackson Cordeiro, lotado na administração municipal de Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas, agitou o final de semana no município sertanejo com uma série de denúncias.

Em um vídeo postado nas redes sociais, o profissional mostra estradas esburacadas em sítios e povoados, dependência das famílias na zona rural do carro-pipa e a existência de casas de taipa, onde famílias inteiras são colocadas a “força” as margens da dignidade humana.

O médico também mostrou que os professores municipais continuam sem receberem o rateio do Fundef e servidores da saúde estão sem reajuste a vários anos e com o Plano de Cargo e Carreira “engavetado” pelo Executivo.

Porém, o que chamou ainda mais a atenção nas denúncias foi a afirmação do médico que a gestão do prefeito João Carlos Rodrigues (MDB), o Joãozinho, eleito com 4.778 votos – irmão da ex-prefeita Jeane Moura, que é ex-vice-presidente da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA), tem contratado pessoas como “voluntárias”, com salário de até R$ 800 Reais, para trabalharem, principalmente, na limpeza urbana da cidade.

Em setembro do ano passado o juiz Leandro de Castro Folly, da 51ª Zona Eleitoral, reconheceu que a ex-prefeita Jeane Moura e o irmão dela, o prefeito eleito Joãozinho, praticaram crime eleitoral durante a campanha de 2024, por promoção pessoal em favor de Joãozinho através de programa assistencial de entrega de cestas básicas custeado com dinheiro público, além da flagrante participação de Joãozinho na entrega de prêmios em eventos esportivos, a pintura de prédios públicos na cor de sua campanha (amarelo) e o uso de ações assistenciais para promoção da candidatura.

Diante das comprovações das denúncias o juiz tornou os irmãos Jeane Moura e Joãozinho inelegíveis por oito anos, além de pagamento de multa,

A decisão também determinou que a Câmara de Vereadores fosse comunicada para cumprir a cassação, a realização de novas eleições e a aplicação de multa de R$ 31.930,00 a Jeane Moura e Joãozinho.

Porém, a decisão garante ao prefeito eleito que ele possa recorrer sem deixar o cargo.