Diário do Sertão
Sem Guarda Municipal, Maravilha se tornou a cidade da violência
E o sequestro e assassinato de uma jovem de 19 anos neste domingo (1º), enquanto ela caminhava com o filho recém-nascido nos braços, na zona rural do município de Maravilha, no Sertão alagoano, reacende a discussão sobre uma promessa de campanha nunca cumprida.
Durante o pleito de 2024, o na época candidato a prefeito Antônio Jorge (Republicanos), o “Nino”, garantiu que ao assumir iria convocar os aprovados do concurso público realizado por sua antecessora, a prefeita Conceição Albuquerque, irmã do deputado estadual Antônio Albuquerque. Entre os aprovados estariam os candidatos que concorreram as vagas para Guarda Municipal.
Porém, a promessa, em parte, ficou no passado. O prefeito chamou uns poucos de cada área, menos, os que deveriam formar a segurança municipal.
Logo ao assumir o município, que também é conhecida por cidade da paleontologia, na primeira semana de janeiro do ano passado, “Nino” se viu diante dos problemas de violência que afetam qualquer cidade que “teima” em não ter sua Guarda.
Ana Clara Firmino da Silva, de 12 anos, foi esfaqueada nas costas e morta por um jovem de 17 anos, em uma das ruas do Centro de Maravilha. E a criminalidade no município não dá sinais de diminuir.
Sem oposição na Câmara, que poderia – se houvesse – cobrar pela promessa “esquecida”, o prefeito “Nino” segue em um cotidiano que para as pessoas que não conhecem Maravilha, se enganam quando pensam que estão diante de uma terra tranquila de se viver.
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