Politicando
Comerciantes temem prejuízos econômicos por falta de apoio da Prefeitura de Maribondo
Segundo um vereador da cidade, vários estabelecimentos estão fechando as portas
O cenário no comércio de Maribondo, segundo denúncia do setor, é de desolação e incerteza. Após um ano e três meses da gestão de Bruno Teixeira (PSB) o que se vê nas ruas não é o progresso prometido, mas portas fechadas e um sentimento de indignação que cresce entre os lojistas. Sem um plano de reaquecimento econômico e com a ausência de diálogo por parte da prefeitura, a economia local enfrenta uma de suas crises mais severas.
A principal queixa dos comerciantes recai sobre a total falta de articulação. Segundo relatos, não existe sequer o básico: uma associação comercial ativa ou um canal de comunicação direto com o gestor municipal.
A falta de transparência nos pagamentos da prefeitura agravou a situação. O sistema anterior, que mantinha datas fixas (dias 10 e 30) e avisos públicos, foi substituído por uma incerteza crônica. Sem saber quando o dinheiro entra em circulação, o crédito trava, o consumo cai e a confiança do mercado desaparece.
O setor de serviços sentiu o impacto direto da falta de planejamento nas festas populares. O Carnaval, que historicamente movimenta desde a loja de roupas até o vendedor de espetinho, foi negligenciado. Sem investimento e sem calendário, a cidade perdeu a oportunidade de injetar fôlego no comércio, reforçando a estagnação.
No campo político, o sentimento de abandono é reforçado pela inércia do Legislativo. A percepção nas ruas é de que a Câmara Municipal segue em silêncio, sem exercer o papel de fiscalizadora.
Recentemente, o vereador Endinho, embora integrante da base aliada do prefeito, também manifestou pontualmente sua preocupação com os rumos da cidade, ecoando o descontentamento popular.
A ex-prefeita Leopoldina Amorim também usou as redes sociais para protestar contra a estagnação na gestão de Bruno Teixeira.
O portal 7Segundos procurou a Prefeitura de Maribondo para esclarecer as denúncias e apresentar o programa de investimentos no comércio local, mas até o momento ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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