Twitter remove posts de Malafaia após associação entre vacina e infanticídio
A atitude da plataforma ocorreu após usuários levarem a hashtag "DerrubeMalafaia" para o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados na rede
Uma publicação em que o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, chamava a vacinação de crianças contra a covid de "infanticídio" foi removida pelo Twitter na noite de segunda-feira, 10. A atitude da plataforma ocorreu após usuários levarem a hashtag "DerrubeMalafaia" para o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados na rede.
A postagem de Malafaia alegava não haver motivo para vacinar crianças contra a covid. "Vacinar crianças é um verdadeiro infanticídio. Os números provam que não há necessidade de fazer isso", escreveu o pastor. Em dezembro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação do imunizante da Pfizer para a faixa etária entre 5 e 11 anos.
Malafaia é alinhado ideologicamente ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que também tem posição contrária à vacinação de crianças. Recentemente, o mandatário se envolveu em um enfrentamento público com a Anvisa por discordar da liberação do produto para esse grupo. Outros bolsonaristas também defendem a bandeira antivacina nas redes sociais, como o empresário Otávio Fakhoury e o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra.
A publicação do pastor gerou pressão para que o Twitter considerasse enquadrá-lo nas regras e políticas da plataforma. O termo "#DerrubaMalafaia" começou a ganhar tração por volta das 21h desta segunda-feira. À meia-noite, já era o assunto mais comentado da rede, com mais de 16 mil menções.
Respondendo à mobilização, o Twitter removeu as últimas 11 publicações do pastor. A plataforma tem assumido o centro de um debate sobre desinformação e liberdade de expressão na internet, sendo cobrada com recorrência a tomar atitudes contra perfis que questionam a eficácia e segurança das vacinas. Na semana passada, outra hashtag sobre um tema semelhante esteve entre as mais comentadas na rede, quando usuários questionaram a empresa de tecnologia por conceder o selo de verificação de autenticidade a uma blogueira bolsonarista que também já fez publicações contrárias à vacina.
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