Carlos Alberto, comandante do 10º Batalhão de Palmeira fala sobre a morte de adolescente em perseguição policial
O caso segue sob investigação da polícia para esclarecer os dois lados da história
O tenente-coronel Carlos Alberto Albuquerque, comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar de Palmeira dos Índios, falou com o repórter Niraldo Correia, da Rádio Sampaio, nesta segunda-feira (5), para esclarecer o assassinato do adolescente Gabriel Lincoln Pereira da Silva, de 16 anos, no decorrer de uma abordagem policial.
De acordo com informações da Polícia Militar, o jovem foi atingido por disparos de arma de fogo, depois de desobedecer ordens de parada e supostamente disparar tiros contra os militares durante a fuga. No entanto, familiares do jovem contestam a versão dada pelos agentes. A família afirma que o adolescente não possuía nenhuma arma de fogo.
Durante a entrevista, o comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Carlos Alberto, relatou que a ocorrência começou depois que a vítima não respeitou a sinalização vermelha, além de praticar direção perigosa ao empinar a motocicleta na via. Diante do ocorrido, os militares deram início ao acompanhamento do condutor, que desacatou as ordens de parada.
“Durante o acompanhamento, houve verbalizações solicitando que o condutor parasse, o que não foi atendido. Segundo os relatos dos policiais registrados no boletim de ocorrência, houve confronto armado e o jovem foi atingido, vindo a falecer após ser socorrido pela própria guarnição à UPA”, afirmou o comandante.
o chefe do 10º Batalhão da Polícia Militar, ressaltou que após o episodio fatídico, será instaurado uma investigação interna pela Corregedoria da PM, além da continuação do inquérito já aberto pela Polícia Civil, a fim de desvendar os fatos. Ele afirmou ainda, que as imagens gravadas por meio das câmeras de segurança instaladas na cidade, também serão utilizadas nas investigações.
O tenente-coronel alegou que a versão central apresentada na defesa dos policias, é que o adolescente teria disparado primeiro contra a guarnição: “Os policiais relataram que houve um disparo durante a perseguição. Mas só poderemos confirmar o momento e a veracidade disso com as investigações”, salientou o comandante, além de destacar que qualquer julgamento antecipado seria “desnecessário”.
Informações dão conta que a guarnição envolvida no imbróglio terá de seguir os protocolos exigidos pela corporação, inclusive o acompanhamento psicológico, entretanto, nenhum deles será afastado preventivamente, de acordo com o comandante. “Afastar os policiais sem uma conclusão das investigações seria uma punição antecipada”, disse.
“Nos solidarizamos com a dor da família. Não é o desfecho que gostaríamos. Mas o policial também sofre emocionalmente ao se deparar com uma situação assim, principalmente após saber que se tratava de um menor de idade”, concluiu o comandante.
O caso segue sob investigação e deverá incitar a atenção e curiosidade da sociedade local, no intuito de saber qual será o desfecho.
Últimas notícias
Em meio à disputa pelo governo, Renan Filho e JHC têm encontro previsto na ALE
Fim da escala 6x1: veja como cada deputado de Alagoas votou
Briga entre marido e mulher vai parar na delegacia em Novo Lino
Preso homem acusado de assassinar mulheres pernambucanas em hotel de Maceió
“A escala 6x1 não tem mais espaço nos dias de hoje”, afirma Daniel Barbosa
Homem é flagrado observando vizinha pela brecha do muro e se masturbando
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
