[Vídeo] Imagens de câmeras ajudam polícia a investigar morte de servidora em Palmeira
Material foi entregue à Polícia Civil e contribui para esclarecer a dinâmica do acidente
As imagens do sistema de videomonitoramento da Prefeitura de Palmeira dos Índios auxiliaram a Polícia Civil nas investigações sobre o acidente que matou a servidora pública Tamara Silva de Oliveira Cordeiro, de 32 anos, na última terça-feira (21).
Segundo a prefeitura, as câmeras instaladas no município registraram o caminhão envolvido no atropelamento trafegando momentos antes da colisão. O material foi disponibilizado às forças de segurança e contribuiu para a análise da dinâmica do acidente.
Após o atropelamento, agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) localizaram o motorista do veículo, que foi conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Palmeira dos Índios para os procedimentos cabíveis.
O comandante da GCM, Adriano Dantas disse que o videomonitoramento implantado pelo município tem se consolidado como uma importante ferramenta de apoio à segurança pública. “O sistema colabora na prevenção de crimes, na identificação de veículos e suspeitos e no esclarecimento de ocorrências. Neste caso, as imagens tiveram papel fundamental para oferecer elementos técnicos às investigações, além de garantir maior transparência na apuração dos fatos”, ressaltou o comandante da GCM.
Motorista também é investigado por suspeita de uso de "rebite"
Além de responder pelo atropelamento que resultou na morte da servidora, o caminhoneiro passou a ser investigado pela suspeita de dirigir sob efeito de substâncias psicoativas.
De acordo com o chefe de Operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, uma testemunha relatou que o motorista teria dito, logo após descer do caminhão, que havia consumido "arrebite", estimulante utilizado por alguns caminhoneiros para reduzir o sono durante longas viagens.
Durante depoimento à Polícia Civil, no entanto, o suspeito negou ter feito uso de drogas e afirmou que teria sido vítima de um assalto. Segundo a versão apresentada, outra pessoa estaria conduzindo o caminhão no momento do atropelamento.
A versão, porém, diverge dos relatos de testemunhas ouvidas pela polícia, que afirmaram que o motorista permaneceu sozinho durante todo o trajeto do veículo.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do acidente e apurar se o uso de substâncias estimulantes pode ter contribuído para a morte de Tamara Silva de Oliveira.
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