Política

Gilmar Mendes diz que reajuste do Bolsa Família é legal e não fere regras eleitorais

Manifestação ocorre após a AGU pedir ao STF que reconhecesse a legalidade do reajuste

Por 7Segundos, com R7 19/09/2026 08h08
Gilmar Mendes diz que reajuste do Bolsa Família é legal e não fere regras eleitorais
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal - Foto: Antônio Augusto/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) que o reajuste de 15,04% no Bolsa Família é legal e não viola as leis eleitorais. A atualização foi feita pelo governo federal para repor as perdas com a inflação nos últimos anos.

A manifestação ocorre após a Advocacia-Geral da União (AGU) pedir ao STF que reconhecesse a legalidade do reajuste do programa.

Na decisão, Gilmar Mendes afirmou que a atualização do benefício não é uma vantagem política nem um aumento real, mas sim o cumprimento de uma ordem judicial para garantir renda básica à população vulnerável.

Segundo o ministro, proibir o cumprimento de decisões da Justiça em ano eleitoral seria um “contrassenso”, já que a medida apenas atende ao que exige a Constituição.

O reajuste de 15,04% foi anunciado na quinta-feira (17) por Lula. O percentual corresponde ao acúmulo da inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.

De acordo com o decreto assinado pelo petista, o piso do programa, que hoje é de R$ 600, sobe para R$ 691; e o valor médio — da base do Bolsa Família somada a outros benefícios do próprio programa — sai de R$ 675 para 777.

No documento divulgado nesta sexta-feira (18), Gilmar Mendes aponta que o valor serve apenas para recompor o poder de compra (sem aumento real) e não altera as regras de entrada nem amplia o número de famílias atendidas, a medida não fere a legislação das eleições.