Mozart Luna
Colapso: Crise se agrava nos municípios
Com uma evolução de despesas que nos últimos anos tem corroído e puxado para baixo as receitas municipais, os prefeitos alagoanos estão enfrentando uma nova crise financeira. Com previsões futuras nada animadoras, o mês de março começa com uma queda real no primeiro decênio do FPM – Fundo de Participação dos Municípios – de 59,24% com relação ao mesmo período de fevereiro.
De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), para o mês de março espera-se uma redução de 32% em relação a fevereiro.
A má notícia fez com que os prefeitos se reunissem, na AMA, para discutir o que fazer para que os serviços continuem sendo executados, sem prejuízo à população.
Essa evolução negativa põe em xeque a distribuição injusta dos recursos federais. “É por isso que a Confederação já organiza um novo grande movimento nacional de pressão aos parlamentares pela votação de projetos importantes para os municípios. O aumento prometido para 2% é uma das saídas financeiras”, diz Marcelo Beltrão, presidente da AMA.
A conta que não fecha pode ser apresentada em números reais. Só o piso do magistério teve um reajuste superior a 65,65 % no período de 2010 a 2014. Em 2010, para 40h, era de R$1024,67 e em 2014 foi para R$ 1697,37.
Muito embora a receita do Fundeb, segundo os repasses do fechamento de cada ano publicados pela secretaria do tesouro nacional, tenha crescido 44,75% (2010: R$1.308.669.895,40; 2013: R$ 1.849.321.299,99; o déficit ainda é superior a 20%. Se a estimativa da receita para 2014, segundo o FNDE, de R$1.949.843.008,28 for realizada o crescimento chega a 48,98%, projetando um déficit.
Além do crescimento de todas as despesas de custeio, o salário mínimo teve um reajuste de 8,4% e a complementação feita para bancar o Programa Saúde da Família está sendo retirada do FPM. “O governo federal entra com apenas R$ 10 mil reais, o que não paga nem o salário do médico”, diz o prefeito de Messias Jarbas Omena.
“Nós sabemos que apesar dos resultados ruins, devido ao crescimento observado em janeiro, no acumulado de 2014 o FPM apresenta crescimento é de 5,8%, em termos reais, mas a grande questão é a evolução das despesas, muito superior a esse índice. Por isso a conta não fecha”, acrescenta o presidente.
Além de todos esses problemas, alguns municípios ainda enfrentam a retenção dos recursos pela Receita para pagamento de parcelamentos antigos. Em dez cidades, as contas estão zeradas e em quatro, o saldo é irrisório. Os prefeitos defendem um encontro de contas para evitar esses sequestros constantes
Sobre o blog
Jornalista
Arquivos
Últimas notícias
'Prefiro desaparecer', diz jovem em última entrevista dias antes de eutanásia
Carro utilizado em sequestro no Sertão é encontrado abandonado em Água Branca
Foragido desde 2024 por homicídio é capturado com comparsa de outro crime violento em Maceió
AMA leva gestores alagoanos para conhecer modelo de referência na Atenção Primária de Sáude no RJ
Após duas semanas internado, Bolsonaro deve ter alta e ir para casa hoje
