Polícia

Moradores cercam casa e ameaçam babá acusada de agredir criança autista em Arapiraca

Tentativa de invasão de domicílio ocorreu na noite desta sexta-feira (30)

Por 7Segundos 31/01/2026 09h09
Moradores cercam casa e ameaçam babá acusada de agredir criança autista em Arapiraca
Caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público em Arapiraca - Foto: Reprodução

Um grupo de moradores ficou revoltado com o caso da babá acusada de agredir um menino de cinco anos de idade, diagnosticado com autismo em grau 3. Populares cercaram a residência dela e a ameaçaram na noite desta sexta-feira (30), no bairro Brasília, em Arapiraca.

O caso da denúncia da agressão tem repercutido no Agreste de Alagoas. A babá trabalhava com a família desde junho de 2025. Um Boletim de Ocorrência foi registrado e um inquérito policial foi instaurado para apurar os fatos.

Uma equipe da Rádio Patrulha (RP), do 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM), foi acionada, por volta das 22h45 desta sexta, para verificar uma denúncia, que um grupo de pessoas estava na frente da casa da babá, tentando espancá-la, por causa da denúncia da agressão contra a menina.

De acordo com os policiais, a mulher estava dentro de casa com medo e se sentindo ameaçada. Não havia nenhum mandado e prisão, mas ela foi levada para a Central de Flagrantes por causa do tumulto dos manifestantes na porta da sua casa e a Polícia Civil registrou um Boletim de Ocorrência (BO) por causa da manifestação.

O caso

Segundo a mãe da criança, a babá buscava o menino na escola e o levava para a própria residência, no bairro Brasília, onde ele permanecia por cerca de quatro horas diariamente. A situação passou a levantar suspeitas após a escola alertar a família sobre mudanças no comportamento da criança quando a cuidadora ia buscá-lo.

No dia 30 de dezembro, um vizinho mostrou à mãe um vídeo gravado por cima de um muro. Nas imagens, é possível ouvir a babá gritando com a criança frases como: “Tá chorando, é? Cala a boca… só vai no pau você”. A mãe também afirmou suspeitar que o filho tenha sido submetido a outras agressões, inclusive a ingestão de fezes, após encontrá-lo com forte odor em uma das ocasiões.

Diante da denúncia, o Ministério Público de Alagoas abriu procedimento para investigar o caso e acionou o Conselho Tutelar de Arapiraca. As apurações seguem em andamento.