Fábio Lopes
Trânsito: ainda falta civilidade aos arapiraquenses
Trânsito é mesmo um fator importante na vida de uma cidade, de um estado e de um país.
Há quem diga que poderemos conhecer o nível de civilidade de um povo pela organização e disciplina no trânsito.
A ser verdade, os arapiraquenses precisam muito aprender com essa, digamos, parábola. Deve estar mais para “imaginação”.
Pois bem. Por aqui não é difícil presenciar no trânsito de Arapiraca o desrespeito às leis, ao outro condutor e, principalmente, aos pedestres.
Atravessar a faixa de pedestre, que é um ato simples, porém perigoso e arriscado, pode ser um risco à saúde de muita gente.
Vamos tomar, por exemplo, o que eu presenciei no início da noite dessa quinta-feira, 11 de dezembro, no Centro da cidade.
Um carro da marca Honda, modelo Civic, de placa OHF 7518, parado, estacionado, pasmem, em cima da faixa de pedestre na divisa entre o Largo Dom Fernando Gomes e a Praça Marques da Silva.
De frente ao carro uma placa de sinalização vertical de regulamentação de “Proibido parar e estacionar” (R-6c).
Para este caso, são duas infrações graves: estacionar sobre a faixa destinada a pedestre, prevista no código de infração de nº 545-2, artigo 181, inciso VIII, e estacionar em local e horário de estacionamento e parada proibidos pela sinalização, prevista no código de infração de nº 556-8, artigo 181, inciso XIX. Valor de R$ 127,69 cada uma.
Mas, por que aquele motorista parou justamente ali se não é permitido sequer parar e muito menos estacionar?
Um desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro, o CTB, ou por esta atitude desrespeitosa fazer parte da própria cultura arcaica de quem acha que pode tudo e deve, inclusive, desrespeitar a legislação do trânsito brasileiro.
Precisamos mudar: de atitude, de conceito, de cultura, disso e daquilo.
Precisamos respeitar: o direito do próximo, o direito e o dever de ir e vir, as leis de trânsito, a dignidade humana.
Presenciei nessa mesma noite, claro, a dificuldade de pedestres tentando atravessar a faixa de pedestre porque os motoristas não paravam para eles atravessarem.
E como se não bastasse, havia um Honda Civic no meio do caminho, estacionado com motores desligados em cima da faixa vermelha e branca para ninguém dizer que não havia visto àquela sinalização pintada no chão.
Pelo amor de Deus! Até quando vamos permanecer sem civilização e desrespeitando o que precisa ser respeitado?
Perguntar não custa nada e espero que nem desabafar custe a ira daquele motorista que só retirou o carro depois que um agente de trânsito da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) foi acionado para que o carro fosse retirado daquele local proibido.
Esse é um dos milhares de exemplos que estamos acostumados a ver e que não podemos nos acostumar com essas atrocidades.
Depois, os motoristas e motociclistas reclamam das multas como se elas não fossem precisas para coibir as proibições feitas pelos desrespeitos dos condutores.
E se a multa for aplicada indevidamente, cada um tem o direito de recorrer.
São atitudes como aquela que levam a população de uma cidade ser mal vista e tida como não civilizada.
Arapiraca cresceu e permanece crescendo. Nós precisamos repensar sobre isso e crescer juntamente com a cidade também.
Ela já não é mais a mesma Arapiraca que Manoel André, seu “criador”, e Esperidião Rodrigues, seu “emancipador”, conheceram. Não é mesmo!
Precisamos viver como gente civilizada, respeitando o direito de ir e vir do outro e o nosso também.
Estamos nos tempos da “Mobilidade Urbana” em todos os cidadãos devem cumprir suas obrigações, deveres e respeitos. Assim, viveremos mais e melhor.
Assim, Arapiraca será digna de ser uma cidade de gente forte e civilizada.
No trânsito: ainda falta civilidade aos arapiraquenses.
Sobre o blog
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Assessor de comunicação da SMTT Arapiraca, professor de Comunicação e Expressão do Senac Arapiraca. Blogueiro com experiência em TV, Rádio, Impresso, Online e Assessoria de Comunicação nos Estados de AL, PE e MA.
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