Fábio Lopes
Dilma nas mãos de Renan
A votação da Câmara dos Deputados pelo avanço do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) a deixou nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).
Com 367 votos a favor do impeachment e 137 votos contra, além das 7 abstenções e das duas ausências, Dilma Rousseff foi derrotada pelos deputados federais em um domingo histórico para o Brasil: 17 de abril de 2016.
O estado de Pernambuco decidiu a abertura do processo de impeachment com o voto do deputado Bruno Araújo (PSDB) ao consagrar o número necessário para o andamento do processo, chegando aos 342 votos necessários dos 513 deputados, o que representa dois terços do total.
No entanto, a votação foi mais além e chegou aos 367 votos com Alagoas contribuindo para a derrota da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.
Dilma só venceu nos estados da Bahia, Amapá e Ceará. Nos demais o 'sim' consagrou a derrota da petista e do PT.
Alagoas foi o último estado a votar e garantiu o placar de 6 a 3 a favor do impeachment.
Os deputados federais alagoanos que votaram pelo SIM:
1 - Pedro Vilela (PSDB);
2 - Maurício Quintella (PR);
3 - Max Beltrão (PMDB);
4 - JHC (PSB);
5 - Cícero Almeida (PMDB);
6 - Arthur Lira (PP), o primeiro a votar.
Os deputados federais alagoanos que votaram pelo NÃO:
1 - Ronaldo Lessa (PDT);
2 - Paulão (PT), último a votar;
3 - Givaldo Carimbão (PHS).
A aprovação pelo impeachment na Câmara dos Deputados representa a derrota no primeiro round dessa luta política. Agora a próxima etapa do processo do impeachment será no Senado Federal sob o comando do senador alagoano Renan Calheiros.
Mas, até lá muita coisa vai acontecer. O Senado precisa apreciar a denúncia apresentada contra a presidente. Os senadores vão votar primeiro se aceitam ou não a instauração do precesso de impeachment pela maioria dos senadores, ou seja, 41 dos 81 do Senado.
Caso o processo seja aberto no Senado, a presidente Dilma Rousseff se afastará por seis meses, isto é, 180 dias. E culminará pela apreciação do Supremo Tribunal Federal (STF) sob o comando do presidente Ricardo Lewaqndowski.
Se apreciado, o processo do impeachment voltará para o Senado. Caso dois terços dos senadores votem pelo sim, ou seja, 54 dos 81 senadores forem a favor do afastamento de Dilma, aí ela deixará definitivamente o cargo de presidente da República. Neste caso, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume até o dia 31 de dezembro de 2018.

Mas, por enquanto Dilma estará nas mãos poderosas de Renan Calheiros.
Sobre o blog
Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Assessor de comunicação da SMTT Arapiraca, professor de Comunicação e Expressão do Senac Arapiraca. Blogueiro com experiência em TV, Rádio, Impresso, Online e Assessoria de Comunicação nos Estados de AL, PE e MA.
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