Discussão após spray de pimenta em DP termina com advogado detido
Segundo a PCDF, após ser retirado da DP pela autoridade policial para evitar sua intoxicação, o advogado recusou-se a fornecer seus dados
Um advogado foi detido por policiais civis da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) na noite dessa segunda-feira (2/3). A confusão foi filmada e viralizou nas redes sociais.
Segundo a Polícia Civil (PCDF), tudo começou após a contenção de um preso com gás de pimenta dentro da delegacia. “O delegado plantonista da 26ª DP ordenou a evacuação do interior da delegacia por questões de segurança, quando o advogado que estava no local desobedeceu reiteradamente à ordem legal, recusando-se a sair do recinto”, disse.
No vídeo, o policial diz para o advogado sair da delegacia. “Eu estou falando para o senhor sair daqui. Nós vamos fazer uso de gás. O senhor dá licença daqui. Para sua integridade. Já falei três vezes”, afirmou.
O advogado diz não ter ouvido, e o policial rebate: “Não quero saber. Vaza”. O homem diz estar filmando a cena, e o policial reage: “Está filmando a sua desobediência? Eu vou pegar o seu celular, então”.
O advogado responde: “Isso aqui é o meu local de trabalho”. Um segundo policial, presente na discussão, diz que estaria havendo um problema de insegurança na delegacia, mas o advogado não estaria obedecendo.
Dentro da delegacia, o policial declara: “Você quer levar para frente? Então a gente leva”. O advogado retruca: “Vamos levar para frente. Bora levar para frente (…) chama a prerrogativas [da OAB-DF]. Eu estou sendo preso agora”.
O policial volta. “O senhor não vai ser preso. Vai ser um TC (Termo circunstanciado)”, pontuou. O representante da delegacia pede a identificação do advogado e o detém junto com outros policiais.
Traficantes e algemas
Em nota, a PCDF afirma que, “após ser retirado da DP pela autoridade policial para evitar sua intoxicação, o advogado recusou-se veementemente a fornecer seus dados de identificação. Diante da recalcitrância e desobediência, recebeu voz de prisão”.
A PCDF destacou que, devido ao “ânimo exaltado” do advogado, “foi necessário o uso progressivo de algemas”.
Além disso, informou que “no momento em que a ordem de retirada foi emanada, havia dois presos por tráfico de drogas no saguão da delegacia, o que agravou o estado de periculosidade da desobediência do advogado.”
O Metrópoles apurou que o nome do advogado é Cláudio Martins Lourenço. Os nomes dos policiais não foram informados.
A reportagem entrou em contato com Cláudio, mas ele não atendeu. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.
OAB apura caso e vê abuso de poder
Em nota, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF) disse que o caso está em apuração pela sua presidência e pela sua diretoria de Prerrogativas. “Serão adotadas todas as medidas cabíveis junto a autoridades competentes”, informou.
Segundo o órgão, Cláudio Martins Lourenço “tinha ido à delegacia para atender cliente que estava detido e que afirmou ter sofrido agressões dentro das dependências da delegacia”.
“O caso foi registrado em Termo Circunstanciado na delegacia e homologado pelo mesmo agente agressor, o que pode configurar grave abuso de autoridade, além de agressão a advogado no exercício da profissão, o que será fortemente repudiado pela Ordem”, concluiu a nota.
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