Claudio Barbosa
Olimpíadas e o medo do terror
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não foi informada de um cidadão brasileiro que estaria disposto a cometer um atentado terrorista contra a delegação francesa que virá ao Brasil para a Olimpíada, segundo o diretor-geral do órgão, Wilson Roberto Trezza, durante entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira, em Brasília. A notícia começou a ser veiculada por agências internacionais, fruto de apurações de uma comissão parlamentar francesa que investiga o terrorismo. O suspeito seria membro do grupo extremista Estado Islâmico.
Diante da situação, o diretor garantiu a segurança de todas as delegações e das cidades que receberão os Jogos Olímpicos. No entanto, não haverá distinção do nível de preocupação entre os países.
- Se dermos mais atenção a uma delegação, podemos descuidar de outra. É uma forma de fazer com que todos, que de alguma forma participarem da Olimpíada, estejam seguros - ponderou.
Ainda durante a coletiva, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, afirmou que todos os riscos são considerados. Ele afirmou que se leva em conta não só o evento e a consequente aglomeração de pessoas, mas também o cenário mundial, em que já ocorreram outros atentados terroristas.
- Todos os riscos são considerados. É possível haver ataque? É. Dar esse tipo de resposta, fazendo gradações, é complicado até para nós. Posso dizer, sem fazer uma mensuração, que o risco ainda não é relevante - concluiu.
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