Politicando
Acredito que a Câmara tem retomado uma normalidade, sem grandes solavancos, diz JHC
Após ser eleito o 3º secretário da Mesa Diretora, da Câmara dos Deputados, na semana passada, o blog Politicando entrevistou o deputado federal JHC (PSB), sobre a eleição que garantiu a eleição de Rodrigo Maia (DEM). O alagoano explicou o porquê de concorrer ao cargo.
Em 2016, JHC disputou a eleição para prefeito de Maceió. O pessebista obteve 91. 650 votos, o que representou 21,78% das intenções dos eleitores maceioenses, sendo a terceira via, no pleito que trouxe da rivalidade entre PMDB e PSDB.
Blog Politicando - O senhor foi eleito como o 3º secretário das eleições da Câmara Federal na semana passada? Por que o senhor resolveu se candidatar para um dos cargos na Mesa Diretora?
JHC - Demonstrei que a nova política, que tenho orgulho de representar, possui espaço também entre os próprios políticos. Além disso, queremos implantar uma gestão ainda mais transparente e moderna da 3ª Secretaria.
BP - Qual a sua avaliação que o senhor faz sobre a eleição na Câmara dos Deputados?
JHC - Do ponto de vista institucional, acredito que a Câmara tem retomado uma normalidade, sem grandes solavancos. Demonstra a solidez das instituições em nosso país.
BP - Como o senhor avalia o atual cenário da política alagoana, após as eleições realizadas em 2016, já pensando nas eleições 2018?
JHC - 2018 é uma realidade ainda distante, até lá há muito trabalho. No momento correto, pensaremos a respeito. Por enquanto a ideia é cumprir nosso mandato da melhor forma possível.
BP - A sua candidatura para prefeito de Maceió em 2016 foi apresentada como a terceira via. Qual a sua avaliação sobre a sua participação sobre o pleito do ano passado?
JHC - Mostramos que é possível viabilizar uma candidatura na base do voluntarismo e pautado em questões ideológicas e programáticas. Para a política alagoana – e, por que não, nacional – considero uma grande virada. Acredito que estamos testemunhando um momento de profunda transformação na política brasileira, onde o poder do dinheiro perde espaço ante a força das ideias.
BP - O senhor é um político jovem e que soube usar as redes sociais nas eleições 2016. Na sua opinião, esse é um caminho sem volta, explorar as mídias sociais pelos políticos?
Não apenas na política, mas na vida de todos. O conceito de internet das coisas é isso: nossos atos diários estarão de alguma forma, vinculados à rede e, por consequência, às redes sociais. Utilizo as redes sociais desde a minha primeira eleição, em 2010, porque permite um contato direto com eleitor, inclusive para críticas.
BP - O Brasil atravessa uma grave crise política causada pelos desdobramentos da Lava Jato, o maior escândalo de corrupção do país. Como o senhor avalia o atual cenário da política brasileira?
JHC - Acredito que a Operação Lava Jato tem prestado um enorme serviço ao país. Os brasileiros, de uma forma geral, deixaram de ter a sensação de que a lei atinge apenas as pessoas de renda inferior. Empresários e políticos poderosos estão amargando as grades e a perda da liberdade, isso é importante para autoestima do cidadão e para a solidez das instituições.
BP - Na sua opinião, a eleição para governador já começou? O senhor irá tentar a reeleição na Câmara dos Deputados ou irá disputar a cadeira no Palácio República dos Palmares?
JHC - Como disse, acredito que 2018 esteja bastante longe e seria desrespeitoso com o eleitor gastar tempo com essa discussão prematura quando temos tantos problemas a se enfrentar. Posso garantir apenas que o PSB em Alagoas irá retomar sua vocação e apresentar projetos ideologicamente consistentes à população.
BP - Qual é a análise que o senhor faz dos dois primeiros anos de gestão do governador Renan Filho?
JHC - Tem algum mérito em conservar a saúde fiscal do Estado, porém isso não pode ser um fim em si mesmo. Durante as eleições de 2014, já se sabia da envergadura da crise, então colocar na conta da crise a ausência de políticas públicas, como saúde e educação, é simplista e desrespeitoso com a população. A “crise” não pode ser desculpa para permanecer na zona de conforto e festejar uma obrigação: pagar salários de servidores em dia.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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