Politicando
Capela decreta situação de emergência, diz Ministério da Integração Nacional
O Ministério da Integração Nacional publicou nesta sexta-feira (10) o reconhecimento federal da situação de emergência de onze novos municípios devido à seca, estiagem, enxurradas, inundações e deslizamentos. Os fenômenos naturais aconteceram em Alagoas, Minas Gerais, Santa Catarina e no Amazonas. A medida, que pode ser acessada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje, possibilita o apoio do Governo Federal às regiões atingidas. Com a declaração de emergência de Capela, município localizado no Vale do Paraíba, agora são 44 cidades alagoanas que estão sofrendo com a mais forte estiagem da história do Estado.
A partir do reconhecimento, as prefeituras podem solicitar recursos da União para ações de resposta (socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais) e reconstrução. Além disso, garante à população afetada acesso a benefícios como renegociação de dívidas no setor de agricultura, aquisição de cestas básicas e auxílio do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para a retomada da atividade econômica.
A estiagem foi a causa da situação de emergência de Capela (AL), Gameleiras (MG) e das cidades baianas de Paripiranga, Água Fria, Lapão e Macajuba. Em Sergipe, a seca prolongada afetou Japoatã e Tobias Barreto. Já as chuvas causaram inundações em Guajará (AM); enxurradas em Brusque (SC) e deslizamentos de solo em Ibirama (SC).
Solicitação de apoio
O reconhecimento possui vigência de 180 dias a partir da publicação no Diário Oficial da União. Para ter acesso a recursos para ações de emergência, os entes devem apresentar o Plano Detalhado de Resposta (PDR) à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), disponível no endereço eletrônico www.mi.gov.br/defesa-civil/s2id. Após a análise, o Ministério da Integração Nacional define o valor a ser disponibilizado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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