Politicando
Deputados estaduais retornam às atividades nesta quarta-feira (15)
Nesta quarta-feira, 15, quando serão abertos os trabalhos da terceira sessão legislativa da 18ª Legislatura, abre-se o prazo de quinze dias para que os líderes de partidos ou de blocos parlamentares indiquem os membros das Comissões Temáticas do Parlamento alagoano. É o que diz o Capítulo 2 do Regimento Interno da Casa, que, em seu artigo 27, trata da obrigatoriedade de apresentação dos representantes partidários, cabendo ao presidente o ato de nomeação e publicação.
As comissões da Assembleia Legislativa podem ser Permanentes e Temporárias. Dentre muitas atribuições, destaque-se a que discute proposições que são apresentadas ao Legislativo. Elas chegam ao plenário e são lidas e distribuídas às comissões, que se manifestam emitindo opinião técnica sobre o assunto, por meio de pareceres, e então retornam à apreciação dos parlamentares. Algumas delas ainda podem ser rejeitadas pelas comissões, sem a necessidade de serem reapreciadas em plenário.
A composição parlamentar desses órgãos técnicos é renovada a cada sessão legislativa, respeitando-se para o cálculo da proporcionalidade o quantitativo obtido por legenda partidária nas eleições para aquela legislatura.
Vale destacar que, de acordo com o parágrafo único do artigo 26, na constituição das Comissões Permanentes, necessariamente, será incluído sempre um membro da minoria, ainda que pela proporcionalidade não lhe caiba lugar.
Outro ponto importante é que as reuniões, tanto ordinárias quanto extraordinárias, podem ser públicas, reservadas e secretas, esta última obrigatória quando as Comissões tiverem de deliberar sobre perda de mandato. O rito de uma reunião pode ser alterado quando o assunto em pauta se tratar de matéria em regime de urgência ou prioridade. De acordo com o artigo 47, para as matérias submetidas às Comissões, deverão ser nomeados relatores dentro de 48 horas, exceto para as em regime de urgência, quando a nomeação será imediata.
O Regimento Interno do Parlamento alagoano dedica uma seção inteira aos pareceres, que são os pronunciamentos das comissões sobre a matéria examinada. De acordo com o parágrafo primeiro do artigo 62, um parecer constará de três partes: o relatório, o voto do relator e a decisão da comissão com a assinatura dos deputados que votaram contra e a favor.
Comissões do Poder Legislativo de Alagoas
Atualmente, a Assembleia possui 14 Comissões Permanentes: 2ª Comissão - Constituição, Justiça e Redação; 3ª Comissão - Orçamento, Finanças, Planejamento e Economia; 4ª Comissão - Educação, Saúde, Cultura e Turismo; 5ª Comissão - Agricultura e Política Rural; 6ª Comissão - Transporte, Comunicação, Serviços e Obras Públicas; 7ª Comissão – Administração, Segurança, Relações de Trabalho, Ass. Mun. e Defesa do Consumidor; 8ª Comissão - Fiscalização e Controle; 9ª Comissão - Direitos Humanos; 10ª Comissão - Legislação Participativa; 11ª Comissão - Meio Ambiente; 12ª Comissão - Conselho de Ética e Decoro Parlamentar; 13ª Comissão - Ciência e Tecnologia da Informação e 14ª Comissão - Criança e Adolescente, Seguridade Social e Família.
A 1ª Comissão é formada pela Mesa Diretora da Assembleia. Conforme preconiza o Regimento, ao presidente e ao secretário estão vedadas a participação em outra comissão temática. Além disso, o presidente não pode apresentar qualquer proposição na Casa.
Todas as comissões possuem caráter deliberativo. Cada uma é composta por um presidente, um vice-presidente, três membros efetivos e outros cinco substitutos. Com a eleição da nova Mesa Diretora, ocorrida no dia 1º de fevereiro, a constituição das comissões deve sofrer mudanças.
Veja também
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Governo marca leilão de aeronave inservível para otimizar gestão do patrimônio público
Cresce uso de carretinhas para motos em Alagoas; veja regras e exigências
MPAL convoca audiência pública para discutir rede de fortalecimento à Mulher na Região Norte
Maior pacote de concursos públicos de AL já conta com 1.396 vagas em oito órgãos
Corpo encontrado na Praia da Avenida pode ser de homem desaparecido em Marechal Deodoro
