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Renan critica proporcionalidade na distribuição de MPs nas casas legislativas

15/03/2017 12h12
Renan critica proporcionalidade na distribuição de MPs nas casas legislativas

Durante a sessão plenária deliberativa desta terça-feira (14), o líder do PMDB, senador Renan Calheiros, criticou a organização do Senado e da Câmara, no que tange à distribuição das medidas provisórias.

De acordo com Renan Calheiros, os parlamentares estão recebendo critérios de designação de presidentes e relatores das medidas provisórias, que expõe uma situação absurda do ponto de vista dos cálculos. Isto porque, esclareceu o senador, o PMDB do Senado tem 22 do total de 81 senadores, o que corresponde a 20% da Casa. O PMDB da Câmara corresponde a 12.4% do total de deputados.

O líder peemedebista advertiu que o grande problema está na proporcionalidade. “Para cada relator que o PMDB indicar, o PSDB, o DEM e o PV indicam 12; o PMDB indica 15 e o PT e o PDT indicam 10. Eu não sei quem fez essa proporcionalidade, mas é fabricada e, lamentavelmente, expõe uma contradição, um cálculo sem absoluto critério”, avaliou o senador.

“É preciso evitar essa questão de “jabutis” em medidas provisórias, uma expressão muito usada pela imprensa, e eventuais interesses em relação a isso”, reclamou Renan ao afirmar que, por mais que eu queira ajudar, não vai conseguir, já que o governo colocou o líder (deputado) para distribuir presidências e relatorias das comissões provisórias.

Renan Calheiros lembrou ao presidente da Casa, senador Eunício Oliveira, que, certa vez e com seu apoio à época na condição líder do PMDB, foi estabelecido prazo de oito dias para que os senadores pudessem conhecer as medidas provisórias eivadas de jabutis.

Contudo, ressaltou que como a prática continuou generalizando a política nacional como um todo e rebaixando o processo legislativo ao rés-do-chão, foi estabelecido um critério de pertinência temática e excluídos os jabutis que contidos nas medidas provisórias.

Concluindo sua fala, destacou que “ como Líder do PMDB no Senado esse é o seu papel: defender a participação da bancada na medida da proporcionalidade que ela conquistou nas ruas”.

Em resposta à solicitação de Renan Calheiros, o presidente da Casa determinou que a Secretaria-Geral da Mesa refaça o cálculo para todos os partidos políticos na proporcionalidade das relatorias com base na data do início dessa Sessão Legislativa.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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