Politicando
Renan Filho indicará vaga para conselheiro do TCE
Finalmente, após dois anos de vacância, o Tribunal de Contas de Alagoas (TCE/AL), aguarda a decisão do governador Renan Filho (PMDB) para a nomeação do novo conselheiro que assumirá a vaga de Luiz Eustáquio Toledo, que se aposentou. Provavelmente, a decisão será anunciada ainda neste mês. O prazo estabelecido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) encerra-se hoje.
A referida vaga foi alvo de várias disputas judiciais entre o Poder Executivo e o TCE/AL sobre quem de direito cabe a indicação. A mais nova batalha nos tribunais, aconteceu recentemente. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármem Lúcia, indeferiu liminar em que o Executivo alagoano contestava decisão favorável ao MPC, proferida no Tribunal de justiça no dia 14 de fevereiro último.
Sendo assim prevalece, até o momento, o entendimento do pleno do TJ, de que a vaga deve ser preenchida por um integrante do MPC, que inclusive, já apresentou lista tríplice com os nomes dos procuradores Enio Andrade Pimenta, Gustavo Henrique Albuquerque Santos e Rodrigo Siqueira Cavalcante, para escolha do governador.
A presidente do TCE, conselheira Rosa Albuquerque, destaca que, embora seja, ainda, uma decisão em caráter liminar, a expectativa é de que o Governo do Estado proceda a nomeação do novo conselheiro, dentro da lista tríplice que já foi encaminhada em Executivo.
O procurador-geral do MPC, Rafael Alcântara, confirmou que ainda cabe recurso para o Estado, mas não deixou de reconhecer a importância da posição da ministra. “Embora liminar, a decisão (da presidente do Supremo) só reforça o acerto da decisão unânime do Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas, quando determinou ao governador indicação e nomeação de um dos membros do Ministério Público de Contas”, destacou, lembrando que, atualmente, o MP de Contas é o único órgão sem representação no Pleno do TC de Alagoas”, lembrou o procurador.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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