'Prefiro mil vezes um cara como Bolsonaro a um farsante como Doria', diz Ciro Gomes; prefeito rebate
Ciro também criticou o presidente Michel Temer, chamando-o de "canalha".
O ex-ministro Ciro Gomes afirmou no último sábado "preferir mil vezes" o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como presidente do Brasil ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), a quem chamou de "farsante". Doria rebateu, afirmando que Ciro foi desrespeitoso com a população de São Paulo e "confirmou" sua "instabilidade emocional e desequilíbrio político".
"Prefiro mil vezes, discordando de tudo como eu discordo do Bolsonaro, um cara como ele do que um farsante como o Doria. Se apresentar como 'não político' tendo sido chefe da Embratur no governo Sarney e tendo enriquecido bastante fortemente com dinheiro público dos governos do PSDB. Você tem obrigação de informar os seus leitores com isso. Isso é grave", afirmou Ciro em entrevista após convenção nacional do PDT.
"A gente, numa eleição majoritária, vale pelo que é e pelo que nega. Então, se você acha possível fazer um cara como o Doria presidente do Brasil, vote nele. Agora eu, francamente, tenho vergonha. Vergonha de um camarada desse ser prefeito de São Paulo", afirmou Ciro; ele foi eleito primeiro vice-presidente nacional do PDT neste sábado.
"Eu, por exemplo, sei o que está sendo feito em Fortaleza em matéria de escola, de qualificação da gestão da saúde, em matéria de políticas públicas gerais para a comunidade. E em São Paulo é só factoide, só papo furado. Um camarada daqueles no Ceará jamais seria eleito a coisa nenhuma. Porque lá a gente chama isso de palhaçada", disse, afirmando que a imprensa é "descuidada" por não informar os eleitores sobre Doria.
Ciro também criticou o presidente Michel Temer, chamando-o de "canalha". "Esse governo está propondo tudo contra o povo. E eles querem isso aí. Por quê? Porque está no meio da Lava Jato. Esse é um governo de canalhas, isso afirmo categoricamente, chefiado por um canalha, um governo de canalha, de ladrões, de marginais que conheço a mil anos", disse ele, afirmou que o atual governo não tem legitimidade para tratar de nenhuma reforma estrutural no País.
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