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Nem Lula, nem Bolsonaro: neutralidade é tendência para candidatos ao governo em 50% dos estados

10/10/2022 07h07 - Atualizado em 10/10/2022 07h07
Nem Lula, nem Bolsonaro: neutralidade é tendência para candidatos ao governo em 50% dos estados

Não declarar voto nem em Lula (PT), nem em Jair Bolsonaro (PL), parece ser uma tendência adotada com responsabilidade por candidatos a governador em cerca de 50% dos estados brasileiros. Levantamento feito pelo Sete Segundos mostra que em quase metade dos 12 estados em que vai haver segundo turno na eleição para governo, candidatos bem posicionados têm adotado a postura da neutralidade, não revelando seu voto para o Palácio do Planalto.

Na Bahia, por exemplo, o ex-prefeito e candidato ao governo ACM Neto (União) adotou uma postura neutra não abrindo seu voto. O candidato tem fugido de radicalismos e afirmado que pretende governar a Bahia caso eleito selando um “pacto em prol do estado, do povo baiano e em diálogo com qualquer presidente, porque a Bahia está acima de qualquer disputa ideológica”. Mesma situação do candidato ao governo da Paraíba Pedro Cunha Lima (PSDB), que afirmou “estar focado nas questões paraibanas” e que pretende manter pontes com o governo federal, em qualquer cenário futuro.

“Esta é uma posição madura de vários candidatos. Os problemas locais estão acima dos debates nacionais e dialogar com o próximo presidente é vital. Não se trata de estar, ou não, em cima do muro. Quem pensa assim tem uma visão limitada e estreita do assunto. A posição, primeiro, tem que ser em defesa do povo de seu estado, para além das paixões políticas do momento. E tem mais: uma candidatura a governador precisa unir, e não desunir as pessoas, precisa aglutinar, e não dividir”, reiterou um cientista político ouvido pelo blog.

Outro caso emblemático de neutralidade ocorre em Pernambuco, onde a candidata Raquel Lyra (PSDB) não declarou voto nem em Bolsonaro, nem em Lula neste segundo turno. De acordo com a assessoria da candidata, “os interesses de Pernambuco não podem ficar somente submissos à disputa nacional”. No Rio Grande do Sul, o candidato Eduardo Leite (PSDB) também se afirmou neutro sobre seu voto nacional no segundo turno. “Eu não vou abrir o meu voto para presidente para não contaminar o debate e não deixar que se discuta apenas o Brasil e não o Rio Grande”, disse o candidato do PSDB a jornalistas.

Sobre o blog

O objetivo do blog é analisar a conjuntura política na capital e no interior de Alagoas.

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