Bastidores
Disputa Lira x Calheiros em Brasília tira ministério de Renan Filho
Senador eleito pode não ir mais para Ministério de Minas e Energia
Para quem imaginava que a disputa entre Renan Calheiros e Arthur Lira acabaria após as eleições, é importante dizer que ela ainda terá muitos capítulos. Um deles está sendo jogado neste momento em Brasília, e sua consequência direta foi a não- indicação (pelo menos por enquanto) de Renan Filho para um ministério, ato que já estava apalavrado entre Lula e Renan Calheiros pai.
Acontece que Lira tem um trunfo muito forte na manga: a aprovação da PEC da transição, primeira grande batalha de Lula no parlamento. Para pautar e votar o projeto, Lira indicou como relator um deputado do União Brasil, legenda que pretende estar na base de apoio do presidente. E qual ministério está sendo pretendido pelo partido? justamente o ministério prometido a Renan, o de Minas e Energia.
O União Brasil é a terceira maior bancada da Câmara, com 59 deputados. No senado, a sigla tem nove senadores.
Com o movimento de Lira, Lula sustou o anúncio de alguns ministros, dentre eles Renan Filho, que pode mudar de ministério. Pessoas com trânsito nos corredores do poder em Brasília afirmam que o senador eleito estaria sendo deslocado para o ministério de Desenvolvimento Regional, “somente” o terceiro maior orçamento do governo em 2022. Uma “queda pra cima”.
A ação de Lula, por sua vez, resultou em mais um movimento de Arthur; desta vez, no sentido de colocar o PP, seu partido, no primeiro escalão do governo. O noticiário nacional afirma que o deputado teria pedido a Saúde para o presidente, o que fez com que Lula segurasse o anúncio do novo ministro da pasta, que aconteceria hoje.
Neste momento, a informação é que Lula pensa em uma contraproposta a Lira, que garanta a manutenção de Renan Filho no Desenvolvimento Regional e mantenha o centrão longe do ministério da saúde. Enquanto isso, a PEC da transição segue sem data para apreciação no plenário da câmara.
Enquanto a decisão não sai, uma coisa é certa: Agora é o Brasil que acompanha essa ‘guerra fria’ que Alagoas acompanhou durante as eleições locais. Aqui, venceu Renan Calheiros. E em Brasília?
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