Politicando
Banners com imagem da prefeita no entorno da igreja geram revolta às vésperas da festa da padroeira de Pilar
Comunidade católica questiona ausência da imagem de Nossa Senhora do Pilar e cobra explicações da Prefeitura
Às vésperas da tradicional festa da padroeira de Pilar, uma ação da Prefeitura tem provocado forte repercussão negativa entre moradores e fiéis do município. Segundo relatos, banners instalados no entorno da igreja matriz não trazem a imagem de Nossa Senhora do Pilar, mas sim da prefeita Fátima Rezende, o que gerou críticas, questionamentos e manifestações de indignação por parte da comunidade católica.
De acordo com moradores, o material exposto no espaço que tradicionalmente remete à celebração religiosa estaria desassociado do simbolismo da festa. A ausência da imagem da padroeira nos banners foi interpretada por fiéis como um desrespeito ao caráter religioso do evento, considerado um dos mais importantes do calendário local.
Nas redes sociais e em conversas entre moradores, uma frase tem se repetido: “A padroeira agora é a Fátima?” — em referência direta à prefeita. O questionamento reflete o desconforto de parte da população com a presença da imagem da gestora em destaque no entorno do templo religioso, justamente no período que antecede a festividade.
Outro morador também criticou a iniciativa, destacando o impacto negativo para quem visita Pilar durante a celebração. Segundo ele, visitantes que chegam à cidade para conhecer o município e prestigiar a festa religiosa não encontrarão a imagem de Nossa Senhora do Pilar nos materiais instalados, mas sim a fotografia da prefeita.
A festa em homenagem a Nossa Senhora do Pilar tem início nesta terça-feira (20) e tradicionalmente reúne fiéis, devotos e visitantes de diversas regiões. Diante da repercussão, moradores e integrantes da comunidade católica cobram um posicionamento oficial da Prefeitura sobre o motivo da escolha dos banners e a ausência da padroeira nos materiais expostos no entorno da igreja.
Até o momento, não houve esclarecimento público da gestão municipal sobre o caso.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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