Jefferson detalha caos financeiro do Bota: sem almoço, sem carro e sem casa
Um dos líderes do elenco do Botafogo, Jefferson citou a força da crise financeira que o clube enfrenta neste momento. Os atrasos salariais atrapalham jogadores, mas também os funcionários. E alguns detalhes do caos alvinegro foram detalhados pelo goleiro nesta sexta-feira, em entrevista ao canal SporTV. O jogador da seleção brasileira revelou dramas de colegas de trabalho e dificuldades que viraram rotina: de um simples almoço, passando por devolução de carro e até despejo por causa de falta de pagamento do aluguel de casa.
"Se eu falar tudo vocês vão se assustar. As pessoas falam que jogador de futebol ganha muito. Você faz conta com aquilo que você ganha. Se ganha dez, faz conta com dez, se vinte, faz conta com vinte. Tem jogadores que estão indo na concentração para comer, porque tem almoço e janta. Pessoas que têm mais condições ajudam", revela Jefferson.
Apesar do auxílio dos mais experientes – Emerson Sheik já foi citado como um dos que ajudam os companheiros –, alguns atletas já tiveram que agir para evitar ainda mais problemas. "Têm jogadores que já entregaram carro", destacou Jefferson ao canal de televisão. O goleiro cita que os funcionários também são muito prejudicados com a crise financeira do Botafogo.
"Dependemos do psicólogo, do fisioterapeuta. Eles já não têm aquela motivação para trabalhar. Os funcionários também estão atrasados. Teve funcionário que teve de ser despejado de casa. Por isso, nós jogadores e comissão técnica tentamos tirar força para terminar esse ano dignamente e ver o que vai acontecer", explicou o camisa 1 alvinegro.
Alguns torcedores ilustres e endinheirados se mobilizaram para pagar salários dos atletas até o final do ano. O problema foi amenizado, mas ainda é dor de cabeça para todos do clube. "É difícil estar em um clube em que não se tem nenhuma perspectiva de que irá melhorar ou não, se vão pagar ou não. Esse é o ambiente que vivemos hoje no Botafogo. Claro que solucionaram um problema de quatro meses de imagem, agradecemos os torcedores que se sensibilizaram", ressaltou.
O goleiro ressalta que a medida é emergencial e paliativa, não resolve o grave problema financeiro do Botafogo. "Sabemos que nada se resolveu. Estamos praticamente com seis meses de salário atrasado. Vão acertar os próximos quatro meses que faltam. Estamos nos apegando para tirar o Botafogo dessa situação e ver o que vai acontecer", reforçou Jefferson.
O Botafogo não consegue honrar com seus compromissos por ter 100% de receitas penhoradas. O Botafogo tem muitas pendências com o elenco. O Alvinegro batalha para acertar dois meses de salários em carteira e seis de direitos de imagem. O clube também precisa recolher o FGTS.
A saída de Lucas na última semana, após aval da Justiça por causa de pagamentos atrasados, deixou o ambiente ainda mais tenso e colocou a diretoria do Botafogo na berlinda mais uma vez. Por tantas promessas que não foram cumpridas, jogadores e dirigentes vivem um 'racha'. Não há relacionamento entre as partes.
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