Futebol

Operário se pronuncia após confusão em jogo contra o ASA e denuncia falha na segurança

Clube sul-mato-grossense também repudiou suposta fala xenofóbica atribuída a jogador do ASA; MP abriu procedimento

Por 7Segundos 27/02/2026 17h05
Operário se pronuncia após confusão em jogo contra o ASA e denuncia falha na segurança
Após a classificação da equipe sul-mato-grossense, torcedores invadiram o gramado e houve confusão envolvendo jogadores - Foto: Reprodução / FAF TV

O Operário-MS se manifestou nesta sexta-feira (27) sobre os episódios registrados após a partida contra o ASA, realizada na última quarta-feira (25), no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca, pela Copa do Brasil.

Após a classificação da equipe sul-mato-grossense, torcedores invadiram o gramado e houve confusão envolvendo jogadores. Diante das cenas, que repercutiram nacionalmente, o Ministério Público informou que abriu procedimento para apurar o caso.

Em nota divulgada nas redes sociais, o Operário apontou fragilidade no esquema de segurança do estádio e afirmou que atletas da equipe foram alvo de tentativa de agressão após o apito final. O clube destacou que a intervenção da Polícia Militar garantiu a integridade física da delegação e informou que recebeu escolta no deslocamento de retorno até Maceió.

A equipe também repudiou uma declaração atribuída ao atleta Cristian Lucca, do ASA, que teria dito a jogadores do Operário a frase “vocês moram na roça”. No comunicado, o clube classificou a suposta fala como preconceituosa e afirmou que manifestações desse tipo ultrapassam os limites da rivalidade esportiva. Apesar da crítica, o Operário ressaltou que foi tratado com cordialidade pela diretoria do ASA durante a estadia em Alagoas.

Por conta da confusão, a final do Campeonato Alagoano entre ASA e CRB, marcada para o dia 7 de março, pode sofrer mudanças. O Ministério Público avalia a possibilidade de exigir reforço no esquema de segurança e não descarta a realização da partida com portões fechados ou em outro estádio, caso as medidas necessárias não sejam adotadas.