Alagoas

Há oito anos Alagoas perdia o cantor Kara Veia

Cantor até hoje tem sua canções tocadas em emissoras de rádios 

27/03/2012 12h12
Há oito anos Alagoas perdia o cantor Kara Veia
DA REDAÇÃO

Há oito anos Alagoas perdia precocemente um dos seus grandes cantores da musica nordestina, com um estilo diferenciado das bandas de forró da época, Edvaldo José de Lima, o “Kara Veia”. Cantor ficou conhecido pelo seu estilo cantor e locutor de vaquejada, recebeu o titulo. “Rei das Vaquejadas”. Pessoa simples e humilde, Kara Véia chegou ao sucesso através de muito esforço, dedicação e perseverança, além do grande talento musical.

Estourou em 2001 com a música "Foi você" que lhe rendeu mais de 80.000 cópias vendidas de seu 2º CD. Dentre os sucessos que gravou estão "Filho Sem Sorte", "Mulher Ingrata e Fingida", "Paixão de Boiadeiro" e "Boi de Carro", além das músicas de sua autoria como "Sonho Colorido", "Casameno de Vaqueiro", "Foi você", "Princesa dos Montes"(Homenagem a Chã Preta).

Natural de Chã Preta, Kara Veia morreu no dia 27 de Março de 2004, em seu apartamento na cidade Maceió, o cantor praticou suicídio, na tarde de um sábado, no interior do apartamento 303 do bloco 8-B, no Conjunto Rui Palmeira, no bairro da Serraria. Ele morreu com um tiro de pistola calibre 9 milímetros, que transfixou sua cabeça.

O suicídio foi confirmado na época, pelo de peritos do Instituto de Criminalística realizaram dois exames no local. O delegado do caso era Waldor Coimbra Lou, ele ouviu o pai de “Kara Véia”.

José Petrúcio declarou à polícia que estava no apartamento, na companhia do filho, quando ele parecia perturbado. O cantor pediu para o pai pegar uma caneta no carro, quando o mesmo retornou, o filho já se encontrava morto com um tiro na cabeça.

A companheira de Kara Veia foi acusada de ser o motivo de seu suicídio. Carleane, com quem o cantor tinha um filho de dois anos, informou ao delegado que Edvaldo José de Lima estava passando por dificuldades financeiras e vinha se desentendendo com ela. Afirmou que “Kara Véia” era muito ciumento e chegou a escrever um bilhete no qual declarava ser “uma pena, morrer por brincadeira.