Rodoviários de João Pessoa decretam greve por tempo indeterminado
Rodoviários da região metropolitana de João Pessoa (PB) cruzaram os braços à 0 h de hoje (7) e deflagraram greve por tempo indeterminado. O movimento afeta 260 mil usuários de ônibus da capital paraibana, além de Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Conde. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbanos (Sintur) já recorreu à Justiça do Trabalho para que seja definido o percentual mínimo de funcionários que devem continuar trabalhando.
Motoristas, cobradores, e funcionários administrativos e da manutenção das oito empresas que atendem à região reivindicam aumento salarial de 14%; tíquete-alimentação de R$ 500,00 e que os empregadores arquem com os custos totais do plano de saúde - hoje, pagos integralmente pelos próprios trabalhadores. A paralisação foi aprovada pela categoria durante assembleia realizada na quarta-feira (2), como forma de pressionar os empregadores a negociarem.
Saiba Mais
MP quer garantir circulação de pelo menos 30% da frota de ônibus em João Pessoa
Na semana passada, as empresas ofereceram 6,5% de reajuste salarial e pediram mais 72 horas para negociar os outros itens da pauta dos trabalhadores. Segundo o Sintur, nos últimos dois anos, a categoria recebeu aumentos acima da inflação do período: 10% de reajuste em 2012, quando a inflação foi 4,9% e 9% em 2013, diante de uma inflação de 6,7%. Hoje, o salário-base de um motorista é R$ 1.515,00.
O sindicato patronal classificou a paralisação como “precipitado”, já que os empregadores pediam aos rodoviários mais prazo apenas para chegarem a um consenso sobre as cláusulas econômicas – cujos percentuais acertados ao fim da negociação seriam pagos retroativamente. Além disso, o sindicato justifica a dificuldade das empresas em concederem aumentos sem reajustar proporcionalmente os preços das passagens. De acordo com o Sintur, os encargos pessoais e sociais correspondem a 42% dos custos operacionais das empresas.
“Os patrões ofereceram reajustar os salários conforme o INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo], o que dá por volta de 6% e, a nosso ver, não repõe sequer as perdas do período”, declarou à Agência Brasil o diretor do Sindicato dos Motoristas, Ricardo Fidelis Cavalcanti. Segundo o sindicalista, 100% dos funcionários das oito empresas, ou seja, 5 mil motoristas, cobradores e funcionários administrativos e da manutenção, aderiram à paralisação.
“Esperamos que as empresas sinalizem com alguma resposta positiva para então avaliarmos a volta ao trabalho. Caso contrário, não temos data para encerrar a greve”, acrescentou Cavalcanti, garantindo que o sindicato não recebeu nenhuma notificação judicial a respeito da obrigação de manter um percentual mínimo de ônibus rodando. “Estamos à disposição da Justiça se algo for decidido”.
O Sintur confirmou à Agência Brasil que a paralisação atingiu 100% da categoria e que os 468 ônibus que deveriam rodar durante uma segunda-feira útil estão parados nas garagens das empresas.
Últimas notícias
Oito em cada dez pacientes chegam com desnutrição ao Hospital do Idoso de AL
Justiça autoriza volta do funcionamento de três bets no Brasil
AL ultrapassa marca de 43 mil empresas constituídas no ano e bate novo recorde
Carro atinge viatura da Polícia Civil e caminhão estacionado em Arapiraca
Vazamento de gás de cozinha mobiliza Corpo de Bombeiros no Jacintinho
Ronda no Bairro intensifica policiamento em praças com a Operação Praça Segura
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
