Leilão do 4G renderá pelo menos R$ 8 bilhões ao governo, diz Augustin
Previsto para setembro, o leilão da frequência 700 mega-hertz (MHz) para a tecnologia 4G deverá reforçar os cofres federais em pelo menos R$ 8 bilhões, disse hoje (30) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
Apesar de pedidos de algumas operadoras de telefonia e de emissoras de rádio e televisão para adiar a concorrência, o secretário informou que o governo não trabalha com nenhuma mudança de data. “Não está no nosso cenário o adiamento do leilão”, disse o secretário.
Segundo ele, os R$ 8 bilhões estão incluídos na estimativa de arrecadação de R$ 13,4 bilhões com concessões em 2014. Augustin disse que espera contar com o sinal do leilão 4G ainda no segundo semestre. “Não alteramos, nem para cima, nem para baixo, nossa estimativa para o leilão de 4G. Estou contando com os recursos do 4G para este ano”, acrescentou.
Apesar de algumas empresas de telefonia considerarem alto o valor da primeira parcela do leilão, o secretário do Tesouro considera a estimativa compatível com os últimos leilões do setor. “Na maioria dos leilões é assim. Os vencedores desembolsam a maior parte da parcela na assinatura do contrato e depois parcelam o resto em vários anos”, explicou. Ele disse que a quantia final pode até superar a estimativa, dependendo do resultado do leilão.
Como em ocasiões anteriores, o secretário negou a possibilidade de o Tesouro Nacional fazer novas transferências de recursos fiscais para reforçar a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – fundo que subsidia as tarifas de energia. O Tesouro, recordou, desembolsará R$ 13 bilhões neste ano para a CDE, dos quais R$ 9 bilhões constavam do Orçamento Geral da União e R$ 4 bilhões foram repassados no pacote de socorro ao setor elétrico, anunciado em março.
Segundo Augustin, a única nova ajuda para o setor elétrico será o empréstimo para as concessionárias de energia, estimado em R$ 6,5 bilhões, cujos recursos virão exclusivamente do setor privado. “São operações com fonte de mercado e juros de mercado, sem a participação do Tesouro Nacional”, reiterou. De acordo com ele, como as taxas não serão subsidiadas, não haverá necessidade de o Tesouro bancar os juros da operação de crédito.
Operada por 13 bancos, a primeira operação de crédito para socorrer as empresas de energia totalizou R$ 11,2 bilhões. O empréstimo foi contratado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), associação que reúne as empresas compradoras de energia. A ajuda foi necessária para compensar as distribuidoras pelo alto custo da energia no mercado de curto prazo decorrente da seca no Centro-Sul.
Últimas notícias
EUA e Irã negociam na Suíça em meio ao impasse com Israel no Líbano
Petrúcio Amorim desabafa sobre tentativa de retirá-lo da programação de evento durante show
Morre Robson Barros, ex-paquito da Xuxa, aos 57 anos
Motorista perde o controle e carro derruba telhado de casa em Arapiraca
Idoso fica ferido na cabeça após cair em cisterna desativada de São Sebastião
Acidente de moto deixa vítima fatal em Lagoa da Canoa
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
