Novelas decepcionam em 2014: veja o maior mico e o desgosto do ano
As maiores decepções na TV em 2014 foram as novelas, e o horário das sete da Globo se mostrou o mais crítico de todos. Além do Horizonte e Geração Brasil apresentaram novas propostas mas, na tentativa de inovar, o tiro saiu pela culatra, e elas mais afugentaram do que conquistaram os telespectadores. Narrativas confusas, lentas ou “ousadas” demais levaram algumas apostas a acabar nas listas de “piores do ano”.
Ainda que inovações sejam sempre bem-vindas, é preciso atentar aos bons e velhos ingredientes básicos dos folhetins: ganchos, histórias de amor, vilões que despertam o amor e o ódio de quem assiste. A capacidade de entendimento do público também não pode ser subestimada.
Veja as maiores decepções de 2014:
O mico do ano
Além do horizonte estreou em novembro de 2013 com uma aposta alta: aventura e mistério no lugar da tradicional comédia, já tradicional no horário das sete. Foi um festival de desencontros: narrativa confusa, falta de humor (que foi sendo inserido aos poucos, mas já era tarde demais) e um elenco muito jovem, completamente despreparado. Só não será esquecida porque carrega o título de “menor audiência do horário das sete”.
A maior frustração
Geração Brasil entrou no lugar de Além do Horizonte com a missão de divertir o público e, no início, até conseguiu, mas perdeu o fôlego após a Copa do Mundo, período em que foi exibida em pílulas de três minutos. Personagens engraçados como Barata (Leandro Hassum) e Dorothy (Luis Miranda) salvaram a novela de um fracasso total. A narrativa que tentou ser moderna tornou-se chata e desinteressante e, ainda por cima, desperdiçou grandes talentos, como Renata Sorrah (Glaucia Beatriz), Aracy Balabanian (Iracema) e Claudia Abreu (Pamela), em papéis que ficaram aquém do que elas mereciam.
A maior melancolia
Manoel Carlos encerrou sua última novela da maneira mais melancólica possivel. Em Família foi uma trama marcada pelo marasmo, falta de acontecimentos e uma história que não empolgou o público. Não havia ganchos que prendessem os telespectadores, e o mocinho Laerte (Gabriel Braga Nunes) virou vilão. O texto, sempre muito bem escrito, com diálogos pertinentes e bem pontuados, e a atuação de Julia Lemmertz (Helena) e Bruna Marquezine (Luiza), porém, atenuaram os defeitos desse folhetim, que merece o esquecimento.
A mais confusa
O Rebu, às onze da noite, foi uma superprodução, mas a narrativa policial confusa, com pistas falsas, afugentou os telespectadores, e a crítica social da alta sociedade foi deixada de lado. O esmero cenográfico, a trilha sonora arrojada, a direção e o elenco afiado impediram a novela de ser um fracasso total, mas é de se reconhecer que ela ficou bem abaixo das expectativas.
A mais 'mexicana'
Vitória entrou no ar na Record após a ótima novela Pecado Mortal (foto). Logo de cara deu para perceber o ar mexicano da produção: uma história de vingança misturada a um falso caso de incesto, neonazismo e corrida de cavalos. As cenas de ação, sobretudo as que envolvem o núcleo neonazista, foram marcadas por uma direção frágil e, no vídeo, soaram falsas demais.
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