Advogado é acusado de ser mandante de crime no sertão
Uma investigação inicialmente de tráfico de drogas levou a Polícia Civil à autoria de um homicídio que aos olhos dos assassinos parecia um crime perfeito. A 2ª Delegacia Regional de Santana do Ipanema, que tem como titular o delegado Fábio Costa, estava apurando o envolvimento dos indivíduos Francisco Carlos, conhecido por “Carlinhos Perneta” e Damião Freire, vulgo “Dão”, com o indivíduo conhecido por “Ilsinho”, maior fornecedor de maconha do município de Olivença.
Durante as apurações, a PC descobriu que “Carlinhos Perneta ” e “Dão” foram os autores materiais de um homicídio no município de Olivença ocorrido em fevereiro desse ano e que resultou na morte de um homem identificado como Aloncio Vieira. A morte do agricultor deixou a população daquele município sem entender as razões do crime, já que a vítima não tinha problemas com ninguém.
O crime e o mandante
Carlinhos Perneta e "Dão" utilizaram um veículo com um adesivo improvisado do programa do governo federal “Agua Para Todos” que financia a construção de cisternas de placas de cimento e foram até a casa da vítima. Lá os pistoleiros pediram que Aloncio Vieira preenchesse um cadastro para participar do programa e nesse momento “Dão” descarregou um revolver calibre 38 contra a vítima que não teve chances de defesa e morreu.
De acordo com a polícia o mandante do crime é um tio de "Carlinhos Perneta", o advogado José Soares, que encomendou o crime porque certa vez, Alonso Vieira, embriagado, chamou José Soares de advogado de “porta de cadeia”.
Um vizinho da vítima também está envolvido nesse crime. José Abreu, vulgo “Nelinho”, estaria mantendo um relacionamento amoroso com a esposa de Alonso Vieira e juntamente com o advogado José Soares contratarem os pistoleiros. “Carlinhos Perneta ” e “Dão”, receberam R$ 5 mil reais em dinheiro e uma moto no valor de R$ 3 mil para cometer o crime. Eles confessaram o crime ao delegado Fábio Costa, da regional de Santana do Ipanema.
De acordo com o delgado Fábio Costa , durante as investigações o advogado José Soares tentou interferir nas investigações alegando que seria coronel aposentado e por esse motivo tinha direito a acompanhar as diligências policiais. O que não foi permitido pelas equipes de polícia.
A arma utilizada no crime foi e carro usado pelos pistoleiros, um Fiat Uno de cor cinza, foram apreendidos.
“O que impressiona é o valor desprezível que a vida tem para alguns, essa cultura de certeza na impunidade tem que acabar. Essas pessoas precisam entender que o tempo do coronelismo acabou e estamos vivendo num Estado democrático de Direito e, portanto, todos devemos observar e respeitar as leis e ninguém tem o direito de decidir quem vai viver ou morrer, independentemente de poder econômico, cargo ou função que desempenhem”, afirmou o delegado Fábio Costa.
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