Seca reduz produção em 50% e ameaça Programa do Leite
A falta de chuvas e de alimento para o gado têm feito os pequenos criadores do Sertão aumentarem suas dívidas para conseguir manter o rebanho vivo e produzindo leite. Mesmo assim, a produção já caiu 50% nos últimos meses, segundo um criador ouvido pela reportagem.
Essa redução na produção já ameaça o Programa do Leite coordenado pelo governo. Por meio desse programa, cerca de 4 mil pequenos criadores vendem o leite ao Estado, que o distribui a famílias carentes em todos os 102 municípios.
Porém, de acordo com o presidente de uma das cooperativas que fornecem leite ao programa, Aldemar Monteiro, está sendo difícil manter as quantidades entregues.
“Houve uma redução geral na produção de leite, tanto pela falta de alimento para o gado quanto porque muitos criadores que fazem parte do programa venderam algumas cabeças para conseguir alimentar as que restaram. Estamos percebendo uma insatisfação grande na população que recebe esse leite devido à redução”, comentou Monteiro, que preside a Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA).
Segundo o criador ouvido pela reportagem e que não quis se identificar, ele e outros agricultores familiares recorrem a uma loja de ração animal e, em consenso com o proprietário, compram o alimento para o gado fiado. A quitação do débito é feita quando eles recebem os pagamentos pelo leite que fornecem ao programa estadual.
“A gente tem que comprar soja, caroço de algodão, farelo de milho, farelo de soja e sal mineral, senão o gado passa fome e não produz nada”, informou. “Se não chover bem nesse inverno, não sei se alguém vai ficar com vaca. Daqui pra o final de junho, se não tiver chuva boa pra crescer pastagem, tá todo mundo vendendo o gado, porque não tem como alimentar”, completou.
De acordo com esse criador, quem tem vaca ruim, ou seja, que produz pouco leite, “tá passando fome ele e a vaca”, porque a renda obtida com a venda do leite é insuficiente para comprar alimento para os animais e para a família do criador. Como esse é o quarto ano seguido de seca prolongada, as reservas de palma forrageira e silagem já foram consumidas.
Para ajudar os pequenos produtores a alimentar os animais, nos anos anteriores o governo do Estado distribuiu gratuitamente bagaço de cana, farelo de milho e de soja. Este ano, segundo informou a Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), por enquanto não há nenhum projeto para distribuição de alimentação animal.
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