"População carcerária aumenta em decorrência da droga, alguma coisa tá errada", afirma Carimbão
Na manhã desta sexta-feira(24) o deputado federal Givaldo Carimbão(PSB) esteve no salão paroquial da Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho, onde participou da entrevista coletiva concedida pelo bispo diocesano Dom Valério Breda, para tratar dos frequentes assaltos a casas paroquiais.
Entre os assuntos abordados durante a coletiva que também teve a participação da prefeita Célia Rocha (PTB), do secretário de Estado da Paz, Jardel Aderico, do comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar , Wellington Bittencourt e padres da região, foram apresentado os números relacionados ao uso de drogas o Brasil.
De acordo com o deputado federal Givaldo Carimbão uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, apontou que no Brasil existem dois milhões de usuários de crack e que a maioria dos reeducandos que entra no sistema prisional brasileiro , é em consequência do tráfico de drogas.
“Nas penitenciárias brasileiras há 600 mil reeducandos, desse total, 500 mil deram entrada por causa da droga”, afirmou o deputado.
Carimbão fez um comparativo do crescimento desproporcional do número de preso em relação ao crescimento da população brasileira, no período de quarenta e cinco anos. Em 1970, o Brasil tinha 90 milhões de habitantes e a atualmente está com 200 milhões. Já o número de presos na década de setenta, era de 30 mil presos e, hoje, tem 600 mil presos.
“Enquanto a população brasileira aumentou em 110%, o crescimento da população carcerária foi de 2000%. Alguma coisa está errada”, enfatizou Carimbão.
Alagoas
Em Alagoas não é diferente, os números do juizado de execuções penais do Estado, revelam que 85% das reeducados que estão cumprindo pena nas penitenciárias alagoanas são em consequência do envolvimento com as drogas.
Dados da pesquisa da Fundação Getulio Vargas revelam que Alagoas possui 3 milhões de habitantes, entre eles, 200 mil usuários de maconha e 30 mil pessoas consumindo crack.
Já em Arapiraca a pesquisa revelou que 1% da população, cerca de 2 mil pessoas é dependente químico pelo uso do crack, enquanto 20 mil pessoas são usuárias da maconha.
Givaldo Carimbão acredita que além do policiamento ostensivo, é preciso intensificar as políticas públicas que tenham como principal objetivo o acolhimento e a recuperação dos viciados.
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